COVID-19 AVANÇOS NA VACINA: Estudos de Harvard em macaco se mostram promissores com vacina e imunização. ~ Portal do Helvécio Martins

segunda-feira, 25 de maio de 2020

COVID-19 AVANÇOS NA VACINA: Estudos de Harvard em macaco se mostram promissores com vacina e imunização.

A revista Science publicou na última semana dois resultados de estudos com macacos-rhesus que trouxeram notícias promissoras para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Ambos foram conduzidos por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, sendo que uma envolve imunização à covid-19 e a outra, uma potencial vacina para a doença

Os macacos-rhesus são uma espécie próxima do ser humano e são usados como modelos para testes antes que sejam feitos com humanos. Assim, dão bons indícios do que se verá no Homo sapiens para encorajar ou não o prosseguimento dos estudos

O protótipo de uma vacina conseguiu proteger macacos do coronavírus, o que surge como esperança de que o mesmo aconteça com os humanos. Cientistas já realizam testes com esta vacina em homens e mulheres, mas ainda em estágios iniciais, para determinar mais sua segurança do que a efetividade de bloquear a contaminação pelo Sars-CoV-2 - nome do novo coronavírus

A vacina em questão é desenvolvida em parceria com a Johnson & Johnson e se chama Ad26 

Enquanto os testes em humanos precisam de mais tempo para serem desenvolvidos, o virologista Dan Barouch e seus colegas do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, começaram a fazer experimentos nos macacos. Expostos ao coronavírus, os primatas têm sintomas mais leves do que os humanos e a doença não chega a gerar risco de morte 

A imunidade 
Antes de testá-las, os pesquisadores estudaram se o macaco ficava imune ao vírus depois de contraí-lo uma vez. Nove macacos-rhesus foram expostos, desenvolveram os sintomas moderados, incluindo pneumonia. Recuperados, dias depois, descobriu-se que eles produziam anticorpos para o coronavírus

A imunidade Antes de testá-las, os pesquisadores estudaram se o macaco ficava imune ao vírus depois de contraí-lo uma vez. Nove macacos-rhesus foram expostos, desenvolveram os sintomas moderados, incluindo pneumonia. Recuperados, dias depois, descobriu-se que eles produziam anticorpos para o coronavírus

Os estudos mostraram que os anticorpos conseguiam neutralizar o Sars-CoV-2, impedindo sua entrada nas células e sua reprodução. Pouco mais de um mês depois de terem contraído a covid-19, os macacos foram expostos novamente e o que se verificou é que eles produziram anticorpos suficientes para estabilizar seu sistema imune de uma leve infecção - que não se chegou a se espalhar por seus corpos. O resultado da pesquisa com macacos não garante que o mesmo comportamento seja visto em seres humanos, mas é visto como encorajador. "Se nós tivéssemos feito esses experimentos e o resultado fosse negativo, implicaria que todo nosso esforço com a vacina teria sido em vão.

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