quarta-feira, 5 de junho de 2019

ESTADO RICO: Em 2019, cearenses já pagaram R$ 19,4 bi de impostos

O valor é 7,18% maior do que o registrado em igual período de 2018, de acordo com os dados do Impostômetro, criado pela Associação Comercial de São Paulo.


De 1º de janeiro ao último 4 deste mês de junho, os contribuintes cearenses já pagaram mais de R$ 19,4 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
O valor é 7,18% maior do que o registrado em igual período de 2018, de acordo com os dados do Impostômetro, ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo que acompanha o volume de tributos pagos em todo o País.
Nestes primeiros seis meses de 2019, os impostos pagos no Brasil já ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão.

Com a alta carga tributária do País, os brasileiros precisam trabalhar 153 dias apenas para pagar impostos, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Assim, neste ano, o salário do trabalhador brasileiro só passou a ser realmente dele no último dia 2 de junho.
“O grande problema do peso da carga tributária brasileira está na incapacidade de os governos transformarem esses recursos em serviços para a sociedade. Mesmo pagando cerca de 40% da sua renda em impostos, o cidadão não possui os direitos sociais que são dever do Estado, segundo a Constituição Federal. Isso impacta, principalmente, as camadas mais pobres da sociedade, pois estas não dispõem de capital para usufruir de serviços privados de maior qualidade e são completamente dependentes dos serviços públicos”, analisa o assessor de investimentos da Conceito Investimentos, Davi Melo.

Um estudo do IBPT mostra que, entre os 30 países com maior tributação, o Brasil é o último colocado no Índice de Retorno e Bem-Estar Social (Irbes), que mede o retorno dos tributos para a população em termos de qualidade de vida.
Em primeiro lugar, está a Austrália, seguida por Coreia do Sul e Estados Unidos.
“Esses impostos deveriam retornar à sociedade em forma de serviços como saúde, educação e segurança. No entanto, seja por desvio de recursos ou pela má gestão pública, estamos entre os piores serviços públicos do mundo, com escolas sem estrutura básica e pessoas morrendo nos corredores de hospitais sem um atendimento médico digno”, destaca Davi Melo.

Conforme o assessor da Conceito Investimentos, além de pesar no bolso do cidadão brasileiro, a alta carga tributária também impacta a economia do País de forma mais ampla, uma vez que acaba afastando investimentos.
“A nossa carga tributária não é somente alta, ela também é complexa. Estudos mostram que as empresas gastam mais de 1.950 horas por ano para ficar quites com os impostos federais, estaduais e municipais. São inúmeras normas que obrigam as empresas a terem gastos elevados com pessoal, sistemas e equipamentos para se manterem atualizadas com todas as exigências. Isso tudo afasta os investimentos do Brasil. Sem investimentos, não temos empregos, o que agrava ainda mais a crise econômica e social na qual o nosso País se encontra”, afirma Davi Melo.

Além disso, acrescenta ele, a carga tributária no Brasil está concentrada, principalmente, em produção e consumo, o que apena as classes mais pobres, enquanto dividendos empresariais são isentos.

Egidio Serpa

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