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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

NÚMERO AINDA É INSUFICIENTE: Agendamento da vacinação de Covid-19 em Fortaleza ainda não está disponível

A Pasta Municipal de Saúde detalhou que apenas profissionais de saúde que atuam em UTI, enfermaria, emergência, Samu e Upas receberão a primeira dose da vacina

A titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ana Estela Leite, informou na manhã desta terça-feira (19), que o aplicativo Mais Saúde Fortaleza ainda não está disponível para agendamento da vacina contra a Covid-19. Isso porque, neste primeiro momento, o plano de imunização contra a Covid-19 contemplará apenas profissionais de saúde que atuam na linha de frente da pandemia, já que a Capital não recebeu doses suficientes para todos no grupo prioritário. 

"Quando chegar doses suficientes para idosos acima de 75 anos e para as demais fases serão realizados agendamentos para os locais de vacinação. O agendamento será pelo site e aplicativo, que ainda está em fase de desenvolvimento".

Conforme a secretária, é necessário ainda saber quando irá receber e quantas doses estarão disponíveis para fazer o agendamento. "Vamos aguardar mais doses para que a população acesse o aplicativo e o site". 

Como agendar

O Mais Saúde Fortaleza terá uma janela nomeada de "Vacine Já Covid-19". O usuário acessará o aplicativo e fará um pré-cadastro para receber a vacina. 

Segundo Ana Estela, para alcançar os profissionais que estão diretamente na assistência a pacientes infectados pelo novo coronavírus, a SMS acessou uma relação nominal, que ajudou na elaboração da rota de vacinação.

"Inicialmente, os profissionais que estão atendendo nas UTIs Covid, nas enfermarias, nas emergências porta aberta, no Samu e nas Upas. São os profissionais que estão em maior risco", considera. 

A secretária alertou ainda que, mesmo com a vacinação, é preciso continuar com as medidas sanitárias para conter o vírus. 

"A pandemia não acabou. Estamos vivendo um aumento de casos e na nossa cidade não é diferente. Então é preciso que, mesmo com a vacina, a população continue com as medidas sanitárias de segurança, como uso de máscaras e distanciamento social. Pra que a gente interrompa a circulação viral, é preciso que pelo menos 75% das pessoas sejam vacinadas. E a gente está começando com um número pequeno de doses", disse. 

DIÁRIO DO NORDESTE/PHM

TAUA, PARAMBU, AIUABA E ARNEIROZ: SESA manda mais de 700 doses da vacina contra covid-19 para os Inhamuns. Profissionais de saúde serão vacinados

18 de janeiro de 2021, segunda-feira, dia que marca um momento histórico para o Município de Tauá. A chegada de pouco mais de 700 doses da vacina Coronavac contra o covid-19, deixou um gigante sentimento de esperança na população tauaense que espera em breve ser vacinada.

No Aeroporto Regional Pedro Teixeira Castelo, uma comitiva formada pela a Prefeita de Tauá Patricia Aguiar, vice-Prefeita Fátima Veloso Bastos, o Secretário de Saúde do Município Edgleusson Noronha, a representante da SESA nos Inhamuns Dulce Feitosa, Advogada Adalgisa Veloso, equipes da Policia Militar e Corpo de Bombeiros, imprensa local entre outros receberam o avião que transportava as mais de 700 doses de vacinas para imunizar as equipes de saúde da linha de frente ao combate ao covid-19, dos municípios de Tauá, Parambu, Aiuaba e Arneiroz.

Em Tauá ficaram 465 doses da vacina contra o covid-19. O restante foi transportados para Parambu, Aiuaba e Arneiroz. As informações é que toda programação de vacinação nos municípios acima citados e que pertencem ao Inhamuns, os profissionais de saúde estão sendo vacinados.

HelvecioMartins  


SOBRE BOLSONARO: Senador Tasso defende união contra extremismo em 2022 e critica gestão federal na pandemia: 'desastrosa e irresponsavel'

Para o senador cearense, o Governo Bolsonaro falhou de “maneira desastrosa e irresponsável” quando desestimulou o distanciamento social e fez pouco caso da doença, que já fez mais de 200 mil mortes no País. Confira entrevista 

Quadro histórico do PSDB e um dos parlamentares mais experientes em exercício de mandato no Senado Federal, o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) classifica, em entrevista exclusiva ao Sistema Verdes Mares, a condução do Governo Federal no combate à pandemia da Covid-19 como “desastrosa” e defende a união entre "todos os partidos" do campo progressista contra o "extremismo" nas eleições de 2022, pleito em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve buscar a reeleição.

O tucano também avalia a posição do PSDB na eleição de 2020 em Fortaleza, a qual considera acertada diante das propostas apresentadas pela chapa pedetista e do alinhamento de Capitão Wagner (Pros), principal opositor no pleito, ao grupo de Bolsonaro nacionalmente. “É um bom homem, mas estava aliado a um grupo político nacional que tem uma visão extremista do País, que me assusta e não me dava conforto de se fazer aqui um ponto de apoio à reeleição de Bolsonaro”, afirmou. 

O senador ainda fala sobre os impasses que atrasaram o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, o protagonismo do Congresso Nacional na aprovação de medidas para o enfrentamento da pandemia e pautas que devem ser discutidas neste ano, além do fim do seu mandato em 2022 - deixando em aberto a possibilidade de concorrer novamente ao Senado pelo Estado: “o plano para daqui a dois anos é estar vivo e com saúde”. 

Confira a entrevista completa:

Qual foi o papel do Congresso Nacional e do Governo Federal na condução da crise provocada pela pandemia em 2020? 

Tivemos um ano difícil, atípico. Ninguém espera viver um ano como esse. Aqui no Ceará, no Brasil e no mundo inteiro (a pandemia) afetou a vida, a economia, a saúde, a educação de todas as pessoas. E nas regiões mais pobres a vulnerabilidade é sempre maior. Nós tivemos uma ação, ao meu ver, positiva. Do Governo Federal, foi o auxílio emergencial, que realmente funcionou, trouxe resultados. Deu uma sustentação interessante à população mais vulnerável, não só para aqueles que ficaram desempregados, mas para aqueles informais e até para os que não tinham nenhum tipo de segurança assistencial, como Previdência. Então, isso foi bastante positivo e aliviou bem (a crise financeira) pelo período que nós pensávamos ser o período crítico da pandemia. 

No entanto, neste momento, nós estamos vivendo outro período crítico. Achávamos que estava acabando, que as coisas estavam começando a melhorar. Mas voltou agora (a alta na incidência de casos de Covid-19) até com mais gravidade em alguns lugares. E que a justiça seja feita: no mundo inteiro. Os países mais evoluídos, como Estados Unidos, com 400 mil mortes. É realmente triste o que está acontecendo.  

Por outro lado, o Governo Federal também falhou de uma maneira lastimável no combate à pandemia. Se agiu com eficiência com o auxílio emergencial, no combate à pandemia falhou de uma maneira desastrosa e irresponsável. Falhou quando não estimulou o distanciamento social, que é fundamental para o controle da pandemia, para diminuição de internamentos, diminuição de mortes. Falhou quando não acreditou na gravidade da pandemia, chamando de gripezinha. Falhou quando atrasou de uma maneira dramática a questão da vacinação. É um governo extremamente desastrado nessa questão, fora em outros problemas na área econômica que nós passamos a viver.

O Congresso também teve seus problemas, foi impedido de ter sessões presenciais, obviamente por conta da pandemia. Ficamos trabalhando remotamente, mas aprovamos com certa eficiência algumas medidas fundamentais, como o próprio auxílio emergencial, que foi aprovado com uma rapidez extraordinária; aprovamos o Marco Regulatório do Saneamento Básico, uma nova legislação para a pequena e microempresa. Enfim, mesmo com essas dificuldades, tivemos algumas votações importantes que foram feitas e que o Congresso foi eficiente. Falhamos, no entanto, em algumas grandes reformas que não são possíveis de fazer por sessões remotas, porque não existe a presença física, o debate, as discussões. Mas eu diria que o Congresso teve um saldo positivo. Por exemplo, essas reformas nós vamos ter que recuperar agora em 2021. Lá para março, pelo menos, nós já possamos voltar ao trabalho presencial. Espero, porque nós aqui precisamos da vacina.  

Como o senhor tem observado lá do Congresso essa movimentação do Governo Federal, do Ministério da Saúde, em relação à vacina? 

Desastrosa. Infelizmente, o atraso em que nós estamos em relação à vacina é vergonhoso, para não dizer criminoso. Porque a cada dia que se perde sem vacinação são centenas de mortes no nosso País, são centenas de famílias de luto, são milhares de pessoas com seus entes queridos falecendo, famílias sendo destruídas. Enfim, não é brincadeira. Esse atraso que nós estamos vivendo, o Governo Federal é o principal culpado, é imperdoável. Nós não negociamos a tempo. Não compramos a vacina na hora certa. O presidente declarou várias vezes que não acreditava na pandemia, que era uma gripezinha, que ia acabar logo.  

Por outro lado, tivemos três ministros da Saúde. O centro das atenções é o Ministério da Saúde, tivemos três mudanças, com demissões absolutamente inexplicáveis, e acabamos com um ministro general, que é uma boa pessoa, não discuto, mas que é inteiramente incompetente para o cargo. Não conhece os problemas, não entende de epidemiologia, não entende de doenças infecciosas, não conhece a máquina do Ministério da Saúde e até hoje nós estamos patinando nessa discussão sobre a vacina. Espero que a gente possa recuperar esse tempo perdido, mas as pessoas que faleceram e as que ainda virão a falecer, essas nós não vamos recuperar mais.  

E quero lembrar que falhamos também bastante nesse final de ano, no Brasil todo. Quando nós vimos aglomeração de pessoas em festa de fim de ano, de Natal, etc. Eu concentro as críticas no Governo Federal, mas nós, população brasileira de maneira geral, não ajudamos no que poderíamos ajudar. E essas aglomerações estão tendo repercussões agora, com esse aumento de casos e de mortes.

Em relação à agenda econômica do Governo, como reforma tributária e reforma administrativa, está na escala para esse ano de 2021? 

Infelizmente, ainda não. Nós não temos um aceno claro de qual é o plano de política econômica para o Brasil, para retomar o crescimento e, ao mesmo tempo, preservar o crescimento da dívida. Estamos gastando muito mais do que arrecadamos. A dívida brasileira está crescendo de maneira geométrica. E não digo nem parar de gastar e se endividar neste ano, mas dar uma sinalização exata de como vamos nos comprometer para que essa dívida pare de crescer, para que ela tenha uma trajetória de estacionar o valor, porque se não vamos perder a confiança (de investidores) e vamos ter problemas maiores ainda. 

Para Tasso, ainda não há um aceno claro de qual é o plano de política econômica para o Brasil
Foto: Agência Senado

Porém, o mais urgente mesmo na pauta econômica é a vacinação. Enquanto não tivermos uma vacinação em massa da população brasileira, nós não iremos voltar à vida normal. E enquanto não voltarmos à vida normal, não vamos ter retomada de empregos. Esse é o grande 'X' da questão. E os investidores ficam se perguntando o que vai acontecer com o Brasil enquanto não começarmos um processo sério de vacinação.    

Sobre a vacinação, o senhor acha que tem algum papel que o Congresso Nacional possa assumir? E sobre o auxílio emergencial, há como o Congresso avançar nessa medida de alguma maneira? 

Na questão de apressar a vacinação, não tem muito concretamente o que fazer. O que nós podemos é pressionar o Ministério da Saúde, pressionar o Governo. (...) Eu tenho, juntando vários estudiosos, economistas, pesquisadores, um projeto que cria um programa de auxílio emergencial definitivo. É um programa que prevê todas essas possibilidades: calamidade pública, calamidade pessoal, que é quando a pessoa perde o emprego ou doença, e para as pessoas que já vivem abaixo da linha da pobreza. Nós fizemos um projeto para atender toda essa população mais vulnerável, que está no Congresso agora e o senador (Antônio) Anastasia é o relator. E espero que as coisas ocorram como a gente deseja para que nós possamos estar discutindo isso no Senado agora em fevereiro.   

O senhor chegou a conversar com a equipe econômica do Governo Federal sobre esse projeto? Eles podem abraçar essa causa? 

Eu acho que podem. O Governo é muito imprevisível. A gente conversa, eles gostam e depois desgostam. Elogiaram o trabalho, mas existem muitas futricas e intrigas dentro daquele Governo. Bobas e até infantis. E que a gente não sabe qual vai ser a reação deles no final das contas. Eu acredito que pode, mas quero ver para crer.   

O senhor acha que tem que ter, pelo menos no curto prazo, a renovação desse auxílio? 

Sim. Nós podemos ter em janeiro uma situação até pior do que aquela que vivemos em maio. O que significa isso? Que nós não vamos recuperar os empregos, podemos até agravar. Ou seja, aqueles que ficaram desempregados continuarão desempregados, aqueles informais vão continuar vivendo o mesmo drama, e mais agravado até pelo tempo - até ter suas reservas, até psicológicas, esgotadas. 

A prorrogação do auxílio emergencial, não necessariamente do mesmo nível de R$ 600, é fundamental. Se não, nós vamos ter gravíssimos problemas sociais, principalmente numa terra como a nossa no Estado do Ceará.  

O Senado está passando por um processo de mudança na Presidência. Qual é o processo de articulação que o novo presidente do Senado precisa ter diante desse cenário? 

Ele precisa ser uma pessoa extremamente independente, que dê a força e a credibilidade que a instituição Congresso Nacional precisa ter. Os presidentes da Câmara e do Senado precisam ter essa estatura: que dê confiança e ao mesmo tempo promovam o diálogo com o Governo Federal para que o país não pare, sem perder a sua autonomia e a sua independência.

O senador defende que o próximo presidente do Senado tenha perfil independente para garantir credibilidade ao Congresso

Então, é esse o perfil ideal do presidente do Senado e da Câmara. Até institucionalmente, diante dos riscos que nós temos pela frente. Nós vimos o que acabou de acontecer nos Estados Unidos, uma coisa absolutamente inédita e impensável (invasão do Capitólio) para um país como os Estados Unidos, insuflado pelo presidente da República de lá, que é o guia do presidente daqui. Então, nós precisamos ter muito cuidado, e é por isso que as instituições, o Congresso, o Supremo, têm que ser muito respeitadas e independentes.    

presidente deu algumas declarações criticando o voto eletrônico. O senhor acha que ele pode tomar uma medida semelhante à medida do Trump? 

Ele imita o Trump em tudo. E essa questão do voto eletrônico, novamente ele está imitando. O Trump vinha dizendo que não ia aceitar o resultado da eleição por conta do voto pelos Correios, que é uma tradição lá nos Estados Unidos.

"O presidente Bolsonaro está fazendo a mesma coisa, só que, ao invés de usar o voto pelos Correios, ele está dizendo que, se houver o voto eletrônico, vai ter fraude. E ao mesmo tempo, está anunciando que não vai aceitar. Enfim, ele está seguindo a referência do Trump. Por conta disso, nós precisamos estar num sinal de alerta enorme, para que as nossas instituições, as nossas eleições de 2022, sejam preservadas na sua clareza e plenitude a qualquer custo." 

O senhor chegou a dizer em entrevista que as pessoas não estão dando a devida dimensão a essa eleição da Câmara e do Senado. É essa ameaça a 2022 a que o senhor se referia? 

Exatamente. Mais do que nunca, nós vamos precisar ter um Congresso com muita credibilidade, com muita respeitabilidade e com muita independência para que possa enfrentar de uma maneira correta e altivez qualquer turbulência.   

senhor, inclusive, é colocado como um dos nomes para construir um consenso lá no Senado. O senhor poderia ser o novo presidente do Senado? 

Não. Não tenho isso como projeto, não tenho isso como plano. Acho que hoje posso fazer muito bem o papel que me reservou a população cearense, fazendo uma articulação para que o Senado tenha essa credibilidade e votando projetos que tenham realmente a ver com a população brasileira, principalmente com a população cearense - como esse projeto que nós apresentamos que vai beneficiar o Estado do Ceará, que tem uma das maiores parcelas da sua população em situação de vulnerabilidade.   

O senhor falou em 2022. Há uma saída de centro para 2022? Um consenso seria mais importante do que os partidos individualmente para essa próxima eleição? 

Nós temos que acabar com esse ódio no Brasil. O Fla X Flu do ódio. Ver quem tem mais gente de um lado ou do outro. Temos que entender que vivemos um tempo de radicalizações e volto a dizer: olha o que aconteceu nos Estados Unidos. Olha o que pode acontecer no Brasil. (Para) As pessoas, principalmente nas redes sociais, não existem mais argumentos, existem xingamentos. As pessoas se xingam, se ofendam. A convivência e o respeito à ideia, ao pensamento dos outros, estão em baixa. Não existe espaço.

"Se você olhar o perfil da população brasileira, eu diria que 70 a 80% é esse: não é extremista, quer um equilíbrio, quer mais medidas que impactem no seu dia a dia do que posições ideológicas e extremistas."  

Então, acho que há um enorme espaço para o centro que não lida com o ódio como principal arma na política. O que defendo não é que haja um consenso, mas que haja uma visão em que os princípios sejam mais importantes do que os nomes e do que os projetos pessoais. E haja uma união ao redor desses princípios. 

"Segundo o tucano, há no Brasil "um enorme espaço para o centro que não lida com o ódio como principal arma na política"

Nesse campo que o senhor falou, nós temospor exemplo, o nome do governador João Doria, do Luciano Huck, do Ciro Gomes. O senhor acha que o PSDB tem que ter um candidato a presidente? Como é tratado isso internamente? 

Não acho que nenhum partido tem que ter prioridade. Acho que tem que ter um candidato que represente o que o Brasil precisa agora. E o que o Brasil precisa agora é de moderação, de racionalidade, de gestão e, principalmente, que dê fim à política do ódio, de xingamentos e 'fake news'.  

Se nós tivermos uma eleição em 2022 novamente ao redor de dois extremos, nosso destino vai ser muito triste. E nós precisamos acabar com isso. Então, antes de colocar os nomes, defendo isso: que todos os partidos se sentem ao redor desses objetivos e aí a gente discute um nome. 

  

O senhor acha que o PSDB está aberto a esse modelo que o senhor prega? 

Acho que parte do PSDB está aberta e daqui para lá vai estar mais ainda. Isso vai ficando, principalmente nesse ano que inicia, cada vez mais forte.   

No Ceará, o partido do senhor elegeu cerca de quatro prefeitos. Como o senhor avalia o desempenho do PSDB aqui? Falta renovação das lideranças do PSDB no Ceará?

Falta, é verdade. É difícil dizer que o PSDB não se renovou, nós até nos renovamos, sim. Mas de um tempo para cá, os partidos se renovam através do poder. Isso no Brasil inteiro, mas forte aqui no Ceará. Quando o partido está sem governo, ele não tem, infelizmente, o mesmo poder de atração do que os partidos que estão no poder. Nós estamos fora do poder já faz alguns anos e temos tido a posição de oposição. Nas últimas eleições para Governo e para presidente da República, os outros partidos tiveram uma chapa de Governo. Se eu não me engano, todos os partidos tiveram uma chapa do Governo, só não o PSDB e um ou dois partidos que não tinham Governo.

Fora do poder, fica muito difícil a renovação. Nós não tínhamos a prefeitura da Capital, não tínhamos Governo Federal. Infelizmente, o poder de atração diminui muito. E perdemos muitos nomes para partidos no poder, não só prefeitos, mas deputados estaduais, deputados federais, candidatos. Então, nós estamos perdendo com o tempo. Mas elegemos e fizemos bonito em alguns municípios muito importantes, como Maracanaú, de articulação política muito grande. Ganhamos aliado em Caucaia. Fizemos, do meu ponto de vista dos municípios, um avanço qualitativamente.   

O seu partido em 2016 foi oposição na Capital. Dessa vez, foi aliado na candidatura de Sarto (Nogueira) em Fortaleza. Essa mudança de postura na Capital se deu devido a que? 

Compromisso com Fortaleza e com a visão nacional de política. Primeiro, nós não podíamos negar os fatos: o prefeito Roberto Cláudio fez um belo trabalho como prefeito de Fortaleza. Não iríamos tentar quebrar esse ciclo, que a meu ver vai muito bem, apesar de eu ter votado contra ele e ter feito oposição. Isso é um fato e nós temos que reconhecer.

E era o que apresentava o melhor programa como candidato. Do outro lado, tinha também uma boa pessoa, é um bom homem, mas estava aliado a um grupo político nacional, que é esse do Bolsonaro, que tem uma visão extremista do País, que me assusta e não me dava conforto de se fazer aqui um ponto de apoio à reeleição do Bolsonaro. Então, essas duas razões foram as que nos fizeram apoiar a candidatura do Sarto.   

O prefeito Roberto Cláudio é de um projeto que tem também o governador Camilo Santana, que é do PT. Qual a avaliação que o senhor faz do Governo Camilo Santana?  

O governador Camilo Santana tem um governo bom, mas tem algumas falhas. Por exemplo, na área de segurança, me preocupa muito o que está acontecendo aqui. Mas vejo alguns avanços importantes que o Governo fez. Evidentemente que esse ano nós não pudemos julgar em função da pandemia e de todas as influências negativas que a pandemia trouxe não só para o Ceará, mas para o mundo inteiro. Eu não me identifico com o partido dele (Camilo), mas não tenho inimigo pessoal lá. Muito pelo contrário, tenho muitos amigos lá no PT. Mas tenho uma ideologia, uma visão de mundo, uma visão sobre a economia diferentes. E é, portanto, isso que nos distancia bastante.   

"Para Tasso, compromisso com Fortaleza e com a visão nacional de política foi definidor para apoio a Sarto em 2020'

Então, é difícil PT e PSDB fazerem parte da mesma coligação aqui no Ceará? 

Não só aqui no Ceará, mas até no Brasil. Eu acho que o PT foi quem começou essa questão de 'nós contra eles', o que dividiu o Brasil em 'nós' e 'eles'. E criou essa radicalização e começou essa discussão muito radical de nós contra eles. Como governante, tem que se convencer que a campanha acabou e que ele é governador de todos os cearenses, não importa se é de um determinado partido, cor ou raça.

Quando o PT, em determinado momento, começou demais essa história de 'nós' e 'eles', começou a dividir e radicalizar esse ódio. O Bolsonaro entrou e ao invés de ser 'nós' contra 'eles', acabou 'eles’ contra ‘nós'. O outro extremo dessa radicalização. E essa é uma outra questão que acho muito difícil de nós termos uma identidade política maior com o PT de hoje, que tenha esse tipo de postura em relação aos brasileiros e como ver o que é governar o País.   

O fenômeno do Bolsonaro acabou aumentando o campo de possibilidades entre centro-esquerda e centro-direta? 

Claro. Fora dos extremos, há uma convergência bem clara do centro-esquerda e do centro-direita, que não existia anteriormente. Você vê aí, por exemplo, o DEM, que era tido como um partido mais à direita, hoje já é visto como um partido de centro-direita. O próprio PDT do Cid, o PSB, que eram partidos mais de esquerda, hoje são vistos como partidos de centro-esquerda. Então, essa afinidade, essa visão comum de medo dos extremos cada vez se consolida mais.   

O senhor vai encerrar o seu mandato em 2022. O senhor vai ser candidato a senador? 

Quando você está com 72 anos, o plano para daqui a dois anos é estar vivo e com saúde.   

O senhor tem algum plano político para os próximos anos?  

Para mim, não. Acho que está na hora de renovar mesmo. Renovar cabeças, ideias. Essa meninada do computador, do digital, da internet... tenho muita dificuldade de entender a comunicação deles.    

senador Tasso cogita não ser candidato em 2022? 

Eu aprendi na vida, não só na política, que a gente nunca diz 'dessa água não beberei', mas em 2023, estando com saúde e vivo, vou estar muito feliz. 


Diário do Nordeste/PHM

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

A CAMINHO DE TAUÁ: Após 22 anos, sem-teto do DF reencontra família no Piauí, com ajuda de moradora a quem pedia comida

Antônio Canuto, de 62 anos, chegou na capital federal há 22 anos em busca de emprego, mas enfrentou dificuldades e passou a morar nas ruas. Corrente do bem proporcionou sua volta para casa.

O gesto de solidariedade de uma moradora do Distrito Federal mudou o destino de Antônio Canuto, de 62 anos, sem-teto que pedia comida na porta da casa dela. Após descobrir que o homem estava sem contato com a família há 22 anos, a mulher gravou um depoimento dele em vídeo para as redes sociais.

A gravação se espalhou e possibilitou o reencontro com os parentes. Nesta quinta-feira (14), Antônio embarcou em direção à cidade de Alagoinha, no Piauí, para reencontrar a família.

O homem vivia no DF há mais de duas décadas. Deixou os seis filhos e a mulher na cidade natal e veio em busca de uma nova vida na capital federal.

"A vida na roça é difícil. Sem salário, sem nada. Em casa, não tinha nada também. Peguei a estrada", conta.

Sem emprego e sem-teto, Antônio vivia nas ruas e não tinha condições de voltar para a família. "Um rapaz aqui em Samambaia me deu um carrinho. E aí eu comecei a trabalhar com o carrinho, catando latinha. Já fui atropelado três vezes. Já passei muita fome, sede, frio", conta.

Foi batendo de porta em porta em casas do Gama, em busca de comida, que uma moradora se sensibilizou com a história de Antônio. O vídeo gravado por ela e compartilhado por diversas pessoas chegou até a cidade vizinha à dele, Tauá, no interior do Ceará.

Busca

Um jornalista da região encontrou a família Canuto (na foto abaixo) e, para localizar Antônio, pediu ajuda a Silvia Gonçalves, uma moradora de Brazlândia que ajuda pessoas em vulnerabilidade social há 20 anos.

"Quando eu vi o vídeo, comecei a chorar. Foi uma imagem muito forte. Aquela pessoa muito judiada, já de idade", conta ela.

Silvia procurou por Antônio e descobriu que ele estava abrigado em uma Unidade de Acolhimento para Idosos, em Taguatinga. Foi quando ele próprio contou sua história.

"Eu falei para ela que tinha noite que eu chorava de saudade da família. Gosto nem de pensar nisso", relata Antônio.

A partir de então, uma corrente do bem entre amigos voluntários reuniram recursos para ajudar o piauiense. Eles compraram roupas, malas e prepararam Antônio para o encontro.

"Levamos ele para cortar o cabelo, fazer a barba. Quando se viu de roupa trocada, ele olhava e ria", conta Silvia.

Antônio conta que ficou muito feliz quando soube que ia voltar para casa, e lembra das dificuldades. "A saudade mata a gente. Passei muitos anos longe de casa." Agora, é a saudade que está com os dias contados.


G1/PHM

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

PALÁCIO DA ABOLIÇÃO: Baleia Rossi se reúne com governador e deputados do Ceará em busca de apoio para eleição na Câmara

Doze dos 22 deputados federais do Ceará estiveram em encontro com Baleia Rossi e Rodrigo Maia. Rossi é candidato à presidência da Câmara com apoio de Maia. 'A Câmara independente consegue produzir muito mais do que uma Câmara submissa, que acaba sendo um cartório do que o Executivo quer', disse o candidato.

candidato à presidência da Câmara pelo MDB, deputado Baleia Rossi, se reuniu em Fortaleza nesta quarta-feira (13) com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e 12 dos 22 deputados federais do estado. Rossi busca apoio para se eleger presidente do poder legislativo e tem apoio do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia, que também esteve presente.

Sem citar nomes, Rossi afirmou que sua eventual presidência traria mais independência à Câmara do que a vitória de Arthur Lira (PP-AL), deputado federal apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro na disputa.

"Foi essencial para superar esse ano difícil que tivemos, para garantir o salário em dia, para garantir os serviços essenciais, principalmente a saúde, e garantir o auxílio emergencial, não em R$ 200, como queria o Governo, mas em R$ 600, que foi uma conquista do parlamento", afirmou Rossi.

"A Câmara independente consegue produzir muito mais do que uma Câmara submissa, que acaba sendo um cartório do que o executivo quer", completou.

G1

ATENÇÃO JOVENS ESTUDANTES: Governo oferta vagas para alunos novatos nas 155 escolas de tempo integral do Ceará

As escolas de tempo integral ofertam uma jornada de nove horas, garantindo três refeições diárias.

Começa nesta quinta-feira (14) o período de matrícula para alunos novatos nas 155 escolas de ensino médio em tempo integral no Ceará. As vagas são destinadas a estudantes oriundos da rede particular, de outros estados ou que abandonaram a escola e desejam retomar os estudos em uma unidade de ensino da rede pública estadual.

As escolas de tempo integral ofertam uma jornada de nove horas, garantindo três refeições diárias. O currículo é composto por 30 horas semanais de disciplinas da base comum e 15 horas na parte flexível, sendo que 10 são escolhidas pelos alunos.

Em Fortaleza, a matrícula para as escolas de tempo integral ocorrerá de forma online, através do site desenvolvido pela Secretaria da Educação (Seduc) com o objetivo de agilizar o atendimento e garantir mais segurança neste período de distanciamento social ocasionado pela pandemia da Covid-19.

Conforme o Governo do Estado, o atendimento presencial para matrículas em Fortaleza será destinado apenas aos pais que não dispõem de acesso à internet. As medidas previstas nos protocolos sanitários são reforçadas para evitar aglomerações durante cada etapa do período de matrícula.

No interior do Ceará, o processo de matrícula nas escolas acontecerá de forma presencial, seguindo o cronograma estabelecido por cada Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede).

Documentação para matrícula

No processo de realização da matrícula online, é preciso que sejam anexados os seguintes documentos: certidão de nascimento, casamento ou RG e a declaração de matrícula do ano de 2020.

Já para o processo presencial, é necessário apresentar cópia da certidão de nascimento; transferência ou declaração de escolaridade; duas fotos 3×4 do estudante; cartão de vacinação; cópia da identidade e número do CPF; e Número de Identificação Social (NIS) para as famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. A ausência de qualquer um desses documentos, no entanto, não impedirá o atendimento.

Para solicitar a matrícula online, antes será necessário realizar o cadastro do usuário na plataforma. Estudantes maiores de 18 anos ou pais/responsáveis devem acessar o sistema para informar dados pessoais. Após o cadastro, o sistema gera o login e a senha de acesso do aluno, que deverá ser usado para fazer a matrícula.

O responsável pelo estudante ou o próprio aluno poderá preencher até três opções de unidades escolares, por ordem de preferência. No momento da solicitação da matrícula, também será necessário selecionar o tipo de ensino, a série e o turno de interesse. O resultado será indicado pelo sistema. Depois, a vaga precisará ser confirmada com a efetivação da matrícula, presencialmente, na unidade escolar onde a vaga foi obtida.



NOVELA: Ministério não determina data da vacinação contra Covid, mas diz que campanha só começa quando vacina chegar a todas as capitais

Avião para buscar 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca na Índia decola nesta quarta e deve chegar no sábado, segundo ministro. Outras 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China estão em depósito do Butantan em São Paulo. Vacinas aguardam aprovação de uso

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse nesta quarta-feira (13) que a campanha de vacinação contra a Covid-19 deverá começar ao mesmo tempo em todas as capitais, sem privilegiar os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde ficam o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituições que irão produzir as vacinas do Plano Nacional de Imunização (PNI).

Avião para buscar 2 milhões de doses de vacina na Índia decola nesta quarta, diz Pazuello

"Eu não posso esperar chegar a 5 mil municípios, 38 mil salas de vacinação, para então startar a vacinação. Então, vai começar quando chegar nas capitais. É essa a ideia." explicou.

Por enquanto, o governo federal não definiu uma data para o início da imunização nacional. A reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para definir a autorização emergencial das vacinas do Butantan e da Fiocruz está prevista para este domingo (17). No sábado (9), a agência informou que aceitou a documentação enviada pela Fiocruz, mas pediu mais informações para o Instituto sobre a CoronaVac.

"É uma equação com várias variáveis. O primeiro aspecto é a aprovação da Anvisa. Estamos aguardando ansiosamente a aprovação das duas vacinas solicitadas, Butantan e AstraZeneca. Vamos começar a vacinação simultaneamente nos 26 estados e no DF. Não vamos começar por um estado só, vai começar em todos ao mesmo tempo".

Dezenas de países já começaram a vacinação contra o coronavírus. O Brasil, apesar de ter contrato com a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, ainda não conseguiu aprovar o produto e iniciar a imunização. Nesta quarta-feira, em visita a Manaus, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse que um avião irá decolar para buscar 2 milhões de doses prontas da vacina na Índia.

G1/PHM