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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

SEGUNDA FEIRA DIA 9/10: Tauá recebe a nona reunião itinerante do Comitê da Seca


Comitê Itinerante da Seca é a instância mais democrática e participativa e garante que a população rural oriente e defina ações emergenciais e estruturantes diante da mais longa estiagem vivida pela população cearense

O município de Tauá, na região do Sertão dos Inhamuns, recebe a nona reunião do Comitê Itinerante da Seca na próxima segunda-feira (9). O evento acontece no auditório de Educação Profissional Monsenhor Odorico Andrade, a partir das 9h, e contará com a presença do secretário do Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira, além de representantes das demais entidades que integram o comitê. As pautas são as demandas dos agricultores familiares e preparação do Ceará diante dos meses mais secos do ano.

A abertura do encontro fica por conta da Funceme e da Companhia de Gestão dos Recursos (Cogerh), que apresentam o diagnóstico do clima e hidrológico do Estado e da região, respectivamente. Em 2017, de acordo com a Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos, o município recebeu a precipitação de 366,4 mm, 29,8% abaixo da média histórica. Em relação aos reservatórios, os dados mais atuais apontam que a bacia do Alto Jaguaribe, dispõe de 8,2% da capacidade total (de 227,8 hm3), enquanto a região vizinha, o Território do Sertão dos Crateús, está com 0,5% da capacidade (de 2,4 hm3).

Após a fala dos representantes de órgãos, a palavra é facultada a todos os presentes, quando poderão encaminhar questionamentos sobre andamento de obras hídricas do Governo do Ceará e apontar obras emergenciais necessárias para atender as necessidades da população. "É nesse momento que os agricultores, que são os principais interessados, conseguem ter o contato direto com representantes do Governo do Ceará, tiram dúvidas e cobram os projetos necessários para o município", explica o secretário Dedé Teixeira.
O Comitê Itinerante da Seca é a instância mais democrática e participativa do Comitê Permanente da Seca, reunião semanal que acontece na sede da Defesa Civil, em Fortaleza. Ainda outro instrumento de enfrentamento do maior período de estiagem do Estado é o Grupo de Contingência, que sempre se reúne às sextas-feiras no Gabinete do governador Camilo Santana. O grupo engloba secretários de Estado das pastas com interface com soluções hídricas, chefes de órgãos e autarquias.
Principais ações emergenciais e estruturantes
Adutoras
Uma das primeiras medidas adotadas pelo Governo do Ceará no enfrentamento da estiagem prolongada foi a intensificação do programa de Adutoras de Montagem Rápida (AMRs). Esse tipo de adutora é o meio mais eficiente para restabelecer o serviço de abastecimento de água de sedes municipais, ao mesmo tempo em que é a forma mais eficaz de aproveitar o restante de água de alguns reservatórios mais resilientes. No atual governo, mais de 350 km de AMRs já foram entregues à população de diversos municípios.

Poços
O solo dos sertões cearenses é pobre em água subterrânea. Além de pouca, a água costuma ter a qualidade comprometida em função das altas concentrações de sais. Foi com a certeza de que água ruim é aquela que não existe, que o Ceará iniciou o desenvolvimento do maior programa de construção de poços já visto no Ceará. Hoje, são mais de quatro mil poços construídos no atual governo, quase 40% do total de poços feitos pelo Estado em 30 anos através da Sohidra.

Dessa forma, cidades inteiras são hoje abastecidas com água subterrânea. Se o poço apresenta baixa vazão, instala-se chafariz. Não há água perdida. Um só município – Boa Viagem, no Sertão de Canindé – já recebeu mais de 200 poços na busca pelo mínimo de vazão que garanta o abastecimento. Em Pedra Branca, em virtude das baixas vazões encontradas nos poços construídos, uma rede adensada de chafarizes foi montada na malha urbana. Dessa forma, se não tem água na torneira, o cidadão a encontra a alguns passos da porta de casa. Toda água se aproveita.
Além das ações mais emergenciais, uma grande aposta do Governo para ampliar em larga escala a infraestrutura hídrica cearense é o Cinturão das Águas do Ceará (CAC). A obra vai aumentar a garantia do abastecimento humano da região do Cariri – a segunda mais populosa do Estado, com mais de 1 milhão de habitantes –, além de tornar mais eficiente a chegada da água para 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Os mais de 150 km de canais vão se interligar com a Transposição do São Francisco, levando as vazões excedentes para os açudes Castanhão e Óros. O trecho 1 da obra está com mais de 80% de execução e, ao todo, o CAC deve receber investimentos de mais de R$ 2 bilhões.

O Eixo Norte da Transposição do São Francisco, que vai se conectar com o Ceará, está em fase final de conclusão. O Ministério da Integração Nacional garante que, até o começo do ano que vem, as tão sonhadas águas do “Velho Chico” estejam correndo em solo cearense. Com mais de 477 km de extensão em dois eixos (Leste e Norte), o Projeto de Integração do Rio São Francisco vai beneficiar mais de 12 milhões de pessoas, espalhadas pelos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Portal do Helvecio

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