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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

GIGANTE ASIÁTICO : ZPE prospecta investimentos de japoneses



A aproximação com os japoneses iniciou-se em julho, quando representantes da Agência de Promoção de Investimentos do Japão (Jetro, na sigla em inglês) e da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa (CCIJB) visitaram a ZPE Ceará
Após os coreanos e, possivelmente, os chineses, outro gigante asiático poderá marcar presença na Zona de Processamento e Exportação do Ceará (ZPE Ceará): os japoneses. Na última quinta-feira (28), o presidente da estatal Mário Lima se reuniu com o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, para apresentar oportunidades de investimentos na área alfandegada cearense.
O encontro, que aconteceu em Brasília, foi articulado pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), presidido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). De acordo com a secretária-executiva do CZPE, Thaise Dutra, a ação faz parte do plano de fomento à implantação e desenvolvimento das ZPEs brasileiras promovidas pelo Conselho.
A aproximação com os japoneses se iniciou em julho, quando representantes da Agência de Promoção de Investimentos do Japão (Jetro, na sigla em inglês) e da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa (CCIJB) visitaram a ZPE Ceará. Após a visita, o escritório da Jetro em São Paulo produziu um estudo sobre as potencialidades da Zona de Processamento, posteriormente divulgado ao empresariado japonês.

Entusiasmo
O Diário do Nordeste apurou com uma fonte ligada ao Mdic que os japoneses ficaram entusiasmados não só com as condições oferecidas pela ZPE Ceará, como também com a situação fiscal do Estado e com sua rede de ensino profissionalizante. A expectativa é que um novo encontro seja realizado com empresários do Japão para uma rodada de negócios, o que também deverá acontecer em Tóquio, capital japonesa.

De acordo com o Mdic, Mário Lima teria afirmado ao embaixador Yamada, no encontro, que a experiência cearense é um exemplo de sucesso do regime brasileiro de Zonas de Processamento de Exportação, com infraestrutura logística que engloba o Porto do Pecém e o Aeroporto Internacional de Fortaleza. Ele também teria destacado a instalação das quatro plantas industriais na ZPE, investimentos que somaram US$ 5,5 bilhões e geraram aproximadamente 17 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

O embaixador japonês Akira Yamada, por sua vez, teria reafirmado no encontro seu interesse em visitar a ZPE Ceará em breve.
Além disso, segundo o Mdic, ele também teria ressaltado que, para estimular a parceria entre Brasil e Japão, é fundamental a prospecção das oportunidades de investimentos existentes no País, com a coleta de informações e a visita in loco dos técnicos e empresários japoneses aos estados brasileiros.

Perspectivas
De acordo com Thaise Dutra, secretária-executiva do CZPE, a reunião ainda não tinha sido realizada desde a visita da comitiva japonesa à ZPE Ceará em julho por conta da troca do embaixador do Japão no País. "Vamos evoluindo as tratativas com esse público. Tem que estabelecer uma relação de confiança, eles vão avaliando os dados, são muito atentos às informações do Estado. Temos boas perspectivas", ressaltou a secretária.
Dutra ponderou, entretanto, que se requer um tempo de maturação e de esclarecimentos para uma aproximação maior entre as partes. "Acreditamos que a ZPE se faz com investimento produtivo dentro dela, e é muito importante que haja um ambiente propicio de negócios para que eles se instalem. Por isso, estamos em parceria com os estados e municípios que possuem ZPEs (a quem chamamos de proponentes) na intenção de prospectar investimentos", pontuou.

Setores
Durante a visita da comitiva de japoneses à ZPE Ceará em julho, Antônio Balhmann, assessor de Assuntos Internacionais do Estado, havia ressaltado que os setores de rochas ornamentais, autopeças, eletroeletrônico e telecomunicações do Japão poderiam se beneficiar da infraestrutura do empreendimento local.

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