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segunda-feira, 1 de maio de 2017

SECRETÁRIO BALHMANN REPRESENTARÁ GOVERNO: Estado prospecta negócios para a ZPE Ceará na Colômbia



O evento acontecerá em Cartagena na Colômbia. Alinhar novas estratégias e captar negócios para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará a partir do contato com empresas que atuam na Colômbia será o principal objetivo do governo estadual nos próximos dias. De 3 a 5 de maio, o país sediará o III Congresso Mundial de Zonas Francas, realizado na cidade de Cartagena. 

Crescimento econômico, inovação, empreendedorismo, sustentabilidade e desafios do mercado internacional estão entre os temas centrais do evento.

Serão 675 participantes de 76 países. O Estado será representado no congresso pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ceará, Antônio Balhmann, e pelo presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior. Os dois aproveitarão o evento para prospectar parcerias em missão exploratória. Eles viajaram no sábado (29) e ficarão na Colômbia até 6 de maio, chegando a Fortaleza no dia seguinte.

Na cidade de Cali, os gestores cearenses visitarão a Zona Franca do Pacífico, além de participarem de reuniões na Zona Franca de Bogotá. Em Cartagena, também terão encontros no Complexo Industrial de Mamonal e nas zonas francas de Candelária e Parque Central. A missão e o congresso foram organizados pela Associação de Zonas Francas das Américas (AZFA).

"Vamos fazer contatos e selecionar possíveis investidores, de acordo com o perfil da empresa. A partir daí, vamos pensar em novas estratégias para o crescimento da ZPE Ceará", diz Balhmann, lembrando que "não há setor específico em vista".

De acordo com ele, a Colômbia é referência no mercado de zonas francas, tendo mais de 100 unidades em operação. Diferentemente do Brasil, Balhmann destaca que há muito mais liberdade nos empreendimentos para, além de exportar, vender para o mercado interno.

"A Colômbia, assim como outros países, como Nicarágua, Honduras e Panamá, está bem mais avançada do que o Brasil no quesito zonas de processamento de exportação. Além disso, no Brasil, a ZPE Ceará é a única que opera com grandes empresas", acrescenta.

Balhmann lembra que, atualmente, as ZPEs do País só podem vender 20% do que produzem para o mercado interno, sendo 80% dos produtos destinados para exportação. Porém, o projeto de lei 5957/2013, que deverá ser votado na Câmara dos Deputados no próximo mês, visa mudar essa composição. Caso aprovado, haverá aumento das vendas no mercado interno, saltando de 20% para 40%.
A mudança não impediria a companhia de exportar 100% para o mercado internacional. Outra "proposta de acordo" da Associação Brasileira das Zonas de Processamento de Exportação pede que a taxa de 0,33% sobre o imposto de importação e o Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante seja cobrada apenas caso a empresa excedesse o percentual de 40%.


Granito
Ultimamente, o governo estadual vem empreendendo esforços para atrair cerca de 20 empresas que atuam no setor de mármore e granito à ZPE Ceará. De acordo com Balhmann, uma delas já fechou negócio com o Estado. Sem divulgar o nome da companhia, o secretário revela apenas que a fábrica em questão "já foi constituída".

"Devemos lançar essa empresa até o fim de maio. A fábrica será instalada em um terreno de, aproximadamente, cinco hectares. A unidade terá grande representatividade para a ZPE Ceará. Vale lembrar que será uma fábrica moderna e com alto padrão tecnológico. Precisaremos de cerca de um ano para inaugurar essa planta", adianta.

Conforme o secretário, a previsão é que mais quatro empresas do segmento de mármore e granito sejam constituídas até o fim deste ano.

Consultoria
No mês passado, a empresa Investor Consulting Partners venceu licitação para elaborar projeto de viabilidade econômico-financeiro com o objetivo de captar recursos para a ZPE Ceará. A iniciativa mostra que o Estado tem pressa para atrair mais companhias ao local. A contratação do serviço técnico especializado custará cerca de R$ 30 mil, segundo a homologação do resultado licitatório publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 18 de abril.



Sobre o empreendimento
Localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, entre os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia, a ZPE Ceará foi criada em junho de 2010 e inaugurada em agosto de 2013, sendo a primeira do Brasil a entrar em operação.

ZPE é um distrito industrial, onde as empresas operam com isenção de impostos e liberdade cambial (não são obrigadas a converter em reais as divisas obtidas nas exportações), com a condição de destinarem a maior parte de sua produção ao exterior.

A expansão da área da ZPE Ceará foi assinada pela ex-presidente Dilma Rousseff em maio do ano passado. Com a decisão, o empreendimento passou de 4.271,4 para 6.182,4 hectares, incorporando área de 1.911,04 hectares. O novo espaço foi dividido por setores, sendo o Setor II Norte destinado para a captação de um projeto de refinaria compacta e moderna, e o Setor II Sul para indústrias dos setores calçadista, têxtil, petroquímico, metalmecânico, agroindústria, granito e alimentos.

Atualmente, integram a ZPE Ceará as seguintes empresas: Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Vale Pecém, White Martins e Phoenix do Brasil.


DN/Portal do Helvecio

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