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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Secretários e deputados debatem potenciais econômicos e de desenvolvimento para o Ceará

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Estudo apresentado pelo governador Camilo Santana na Holanda foi apresentado a deputados. Um dos destaques é a capacidade do Ceará de gerar energia eólica acima da média nacional e mundial, além do alto potencial em energia solar


O Governo do Ceará promoveu, nesta segunda-feira (3), um encontro entre secretários e deputados da base aliada sobre as ações de desenvolvimento econômico e fiscal do Estado. O workshop teve o objetivo de apresentar o trabalho do Governo na área econômica e contou com a participação dos secretários Nelson Martins (Casa Civil), Mauro Filho (Fazenda), César Ribeiro (Desenvolvimento Econômico) e deputados estaduais convidados.

Segundo o secretário Nelson Martins, esse foi o primeiro de outros encontros que serão realizados ao longo do ano, nos quais secretários de Estado serão convidados a palestrar sobre diversas temáticas envolvendo o Estado. Participaram da reunião os deputados Evandro Leitão, Rachel Marques, Leonardo Pinheiro, Carlos Felipe, Manoel Duca, Robério Monteiro, Sineval Roque e Jeová Mota.

O estudo apresentado nesta segunda foi a base de dados para a apresentação na Holanda, onde o governador Camilo Santana assinou memorando de entendimento com o Porto do Roterdã para atrair novos investidores para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) .

O titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), César Ribeiro, apresentou os principais potenciais do Estado, como a capacidade de geração média de energia eólica acima da média nacional e mundial, além do alto potencial em energia solar.

Já sobre o Plano de Concessões, César Ribeiro destacou o leilão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, arrematado pela empresa alemã Fraport, por R$ 425 milhões com previsão de investimento de R$ 1,4 bilhão na modernização e na ampliação do aeroporto. “Não temos que pensar na Fraport apenas como uma administradora de aeroporto, o que, aliás, eles fazem isso muito bem. Mas na capacidade de investimento e geração de oportunidades que eles podem trazer para o Estado”, ressaltou.

Também foram apresentados aspectos como turismo, política de incentivos e investimento em educação e formação de mão de obra qualificada, além de ações e parcerias ligadas ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e Agronegócio e Produção Irrigada. Outra ação de destaque para a economia cearense é o Polo Industrial e Tecnológico no município de Eusébio, que tem como empresas âncoras a Fiocruz e Biomanguinhos.

Impactos federais

O secretário da Fazenda, Mauro Filho, iniciou a apresentação com uma conjuntura do Brasil, que gera impacto para o Ceará. “Quando a União percebeu que não seria capaz de cumprir o previsto, está tomando medidas. A primeira é cortar orçamento, e a outra é cortar incentivos fiscais”, destacou.

Segundo Mauro Filho, no Ceará, isso se traduz em crescimento dificultoso e, por isso, o motivo da busca por alternativas. “Para a economia cearense crescer, é preciso estímulos. Em épocas de ascensão econômica, o PIB cearense cresce mais que o da União. Mas em época de queda, é oscilante”.

Mauro explicou ainda que, além das questões nacionais, o Ceará tem outras variáveis, como arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), folha de pagamentos e o custeio da máquina. “A Polícia Civil vai aumentar em 24% (na folha), também vamos ter o impacto da Média do Nordeste (Polícia Militar). Há ainda a preocupação com o cumprimento da Emenda Constitucional pelo gasto da folha. Já o custeio da máquina aumentou desde o ano passado. Só da Saúde aumentou em R$ 300 milhões no ano passado. Isso só foi possível porque tivemos receitas extraordinárias em dezembro”, avaliou.

Portal do Helvecio

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