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segunda-feira, 20 de março de 2017

CEARA x HOLANDA: PORTO Roterdã mira em todo o Complexo do Pecém

A delegação cearense que está em Roterdã, na Holanda, visita hoje de manhã a área portuária da cidade, com 42 quilômetros de extensão. Roterdã assina na quarta um memorando de entendimentos com a Ceará Portos, a estatal cearense que administra o Porto do Pecém. O presidente da empresa, Danilo Serpa, afirma que Roterdã mira na gestão não apenas do Porto, mas de todo o Complexo Industrial, o Cipp.
A comitiva cearense reúne o governador Camilo Santana (PT), um grupo de sete secretários do Estado, o presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Beto Studart, e seis executivos da entidade; o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Edilberto Mendes, e mais 15 empresários e executivos. Camilo só se integra ao grupo na parte da tarde.
Roterdã já dá consultoria à Ceará Portos desde 2015. A aproximação agora avança para se tornar sociedade, em bases não definidas. O porto holandês também é estatal. Cerca de 70% do capital pertence à Prefeitura da cidade.
Afora agenda portuária, os cearenses participam amanhã do Brazil Network Day, evento anual em que a embaixada brasileira na Holanda reúne brasileiros e holandeses em palestras e rodadas de Negócios. Para este ano, a Embaixada pediu foco em turismo e agronegócio. Embaixadora do Brasil em Haia, Regina Dunlop, acompanhada do embaixador cônsul-geral Cezar Amaral, irão receber Camilo e a delegação cearense.
Porto indústria é o modelo
Danilo Serpa conta que o conceito de porto-indústria, já adotado em Roterdã, é o modelo a ser seguido no Pecém, caso a parceria com a empresa holandesa seja confirmada. “Eles têm muito interesse na Free Zone ( a Zona de Processamento de Exportação- ZPE)”. 
Segundo ele, o crescimento do Porto chegou a 27% ao ano entre 2006 e 2016. Hoje, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) já é responsável por 32% de toda a movimentação de cargas. O total movimentado no ano passado foi cercada 11,1 milhões de toneladas.
Quanto à CSP, a Ceará Portos estima que até agosto terá movimentado o equivalente em toneladas de todo o ano passado, 32%. O ápice serão 3 milhões de toneladas de minério de ferro e 5 milhões de toneladas de carvão chegando com 3 milhões de toneladas de placas de aço zarpando. (Jocélio Leal, enviado à Roterdã -)

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