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sábado, 28 de janeiro de 2017

DNOCS EM TAUA ABANDONO: Várzea do Boi amarga declínio das atividades

O Jornal Diário do Nordeste, está de parabéns, por publicar um histórico completo sobre o abandono, descaso e desinteresse sobre o DNOCS, no Ceará, que é alvo de investigações, corrupção, grilagem e outras mazelas no estado. Em Tauá, numa certa época produzia ate uva de boa qualidade. O homens públicos e o tempo fez com que o projeto realmente entrasse em declínio. 

VEJA A MATÉRIA ABAIXO:

Tauá. "Aqui o quadro é de tristeza geral. Não há como tocar a agricultura, tudo seco, sem água há sete anos nos canais, sem estímulo, mas quem pode tocar pra frente, cria ovelha, um pouco de gado de leite". Este é o desabafo e o cenário descrito por Antônio Batista da Silva, 74, presidente da Cooperativa dos Irrigantes do Várzea do Boi (Covap), nesta cidade, na região dos Inhamuns.

O Perímetro Várzea do Boi foi implantado pelo Dnocs no início da década de 1970. Por 20 anos, foi um celeiro de produção de banana, feijão, algodão, gado, leite e até uva. Depois veio a crise, agravada pela seca. Sem água no Açude Várzea do Boi, não há possibilidade de irrigação. Lotes e irrigantes, que na época da fundação eram chamados de colonos, estão ociosos.
O lema escrito na parede da sede da Covap, 'A serviço da Indústria de Irrigação e Agropecuária' está desgastado pelo tempo e revela uma realidade inexistente. "Aqui foi um sonho que se acabou faz tempo", diz o produtor rural Venceslau Pereira Lima, 64. "Dos pioneiros talvez só tenham uns 20 e 90% dos filhos estão fora, trabalhando em outras atividades", completa.
A tendência é de esvaziamento cada vez maior. Alguns jovens produtores que adquiriram lotes estão criando ovinos e bovinos de leite, mas até a produção de queijo, que despontou no início da década atual, está diminuta.
Segundo a servidora administrativa do escritório local do Dnocs, Francimar Viana de Queiroz, só há 119 irrigantes cadastrados, que mantêm o perímetro com muito esforço e dificuldade. "Os canais de irrigação estão danificados, não há estrutura adequada. Há mais de dois anos anunciaram a liberação de uma verba de R$ 6 mi para recuperação de infraestrutura, mas até hoje o recurso não veio", conta.
Francimar lembra que as décadas de 1970 e 1980 foram de muita produção. "Havia fartura, produção de frutas, grãos, com duas safras por ano, mas foi um sonho que se acabou", lamenta. Os dados do escritório do Dnocs mostram que, em dezembro passado, foram produzidos 1.650 quilos de queijo e 55 mil litros de leite. É uma produção reduzida para um período mensal. O Perímetro tem 200 hectares destinados à irrigação e 14 mil hectares para produção de sequeiro.
Venceslau Pereira adquiriu casa e lotes de produção em 1984. Chegou a produzir banana e feijão, mas hoje está limitado à criação de uma centena de ovinos. A renda familiar é complementada com a aposentadoria rural. A casa de Venceslau fica ao lado do prédio da Covap, que permanece fechado, com máquinas paradas. "Já funcionou uma fábrica de doce de banana, de beneficiamento de leite e uma miniusina de biodiesel, que também não deu certo", recorda. (H.B.)

DN

1 comentários:

  1. É MUITO TRISTE E DESOLADOR VER O PERÍMETRO VÁRZEA BOI NESTA SITUAÇÃO. MOREI EM TAUÁ NOS ANOS 1977-1978 TEMPOS DE MUITA FARTURA,TUDO COMO REALMENTE FOI DESCRITO NA REPORTAGEM. MEU PAI ERA ENG. AGRÔNOMO DO DNOCS (RAIMUNDO BEZERRA). NEWBER BEZERRA.

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