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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

GRANDE FORTALEZA: Vítimas de chacina da Messejana são homenageadas com nomes em ruas

Duas ruas do Bairro São Cristóvão, em Fortaleza, receberam os nomes de dois jovens assassinados na chacina da Grande Messejana, ocorrida na madrugada do dia 12 de novembro do ano passado. Jardel Lima dos Santos e Álef Souza Cavalcante, ambos de 17 anos, foram homenageados com os nomes das ruas que costumavam frequentar. Os jovens estão entre as 11 vítimas do crime.

Álef Souza era estudante e fazia aulas de skate no Cuca Jangurussu. Jardel Lima era estudante do 1º ano do Ensino Médio e praticava futsal no mesmo equipamento da prefeitura. Eles foram assassinados na calçada da casa de parentes enquanto conversavam. 

“Evidentemente isso não vai trazer os meninos de volta, mas quero dizer com muita satisfação que essa iniciativa é um alento para as famílias das vítimas, que não querem que essa atrocidade seja esquecida”, afirmou o vereador João Alfredo (PSOL), autor da proposição da mudança das ruas. Segundo o parlamentar, a ideia partiu dos próprios familiares das vítimas e da equipe do Cuca Jangurussu, onde Jardel e Álef participavam de aulas e praticavam esportes. 


Além dos dois jovens, foram mortas sumariamente outras nove pessoas, identificadas como Antônio Alisson, 17, Marcelo Mendes, 17, Patrício, 16, Jandson Sousa, 19, Francisco Elenildo, 41, Valmir Ferreira, 37, Pedro do Nascimento,18, Marcelo Pereira, 17, e Renayson da Silva, 17.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Sociail (SSPDS), dos mortos, apenas dois respondiam por crimes, um por acidente de trânsito e o outro por falta de pagamento de pensão alimentícia.
Os crimes
A chacina de Messejana, considerada a maior do Ceará, completa um ano no próximo sábado (12). A Justiça decretou a prisão de 44 PMs acusados de participação nos crimes.  Ao todo, 43 agentes estão detidos no 5º Batalhão da PM, no Centro, e uma sargento cumpre prisão domiciliar.

Na sexta-feira (4) foi realizada a segunda audiência do caso, no Fórum Clóvis Beviláqua. Na ocasião, foram ouvidos sobreviventes e testemunhas do caso. Familiares e amigos dos policiais militares acusados de participação na chacina realizaram uma manifestação do lado de fora do fórum.
primeira audiência do caso ocorreu no dia 7 de outubro, quando a Justiça ouviu cinco sobreviventes da chacina. Na audiência participaram também promotores e advogados dos policiais.
G1

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