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sábado, 26 de novembro de 2016

Repelentes contra as arboviroses























Mesmo diante da falta de medicamentos capazes de tratar o vírus da zika, dengue e chikungunya, a prevenção é possível por meio do uso de repelentes que possuem a icaridina como princípio ativo. Saiba por quê  

O vírus da zika é uma incógnita que só nos últimos dois anos tem saído da escuridão na ciência. Os pesquisadores ainda estão em busca de medicamentos que possam enfrentar a doença, assim como a dengue e a chikungunya.

Mas das grandes certezas que se tem são as substâncias que repelem o mosquito transmissor. Enquanto a maioria dos brasileiros sabe que não deve acumular água parada em vasos, por exemplo, é predominante o desconhecimento sobre a importância do uso dos repelentes, especialmente os que trazem o princípio ativo da icaridina.

"Muita gente relaciona o uso do repelente de forma incorreta, como a aplicação somente quando vai viajar ou mesmo, de forma equivocada, em determinadas regiões do corpo. Muitos pais aplicam nas pernas das crianças acreditando que é ali o maior alvo, mas o mosquito, em geral, sobrevoa até um metro e meio, de modo que é o rosto das crianças a parte mais afetada, explica o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD/A).

Bem protegido
A icaridina é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como princípio ativo de repelentes eficazes para evitar a aproximação do Aedes aegypti capaz de afastar os mosquitos por maior tempo após a aplicação na pele. Por não ser tóxica, a icaridina é liberada para ser usada na pele de crianças a partir de seis meses e, em gestantes, na concentração iniciada como recomendado pela Anvisa.

A pesquisa "Sempre bem protegido", realizada pela Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses com mil pessoas nas cinco regiões do País, mostrou que 83% dos brasileiros não sabem que a icaridina é um dos princípios ativos dos repelentes recomendados pela OMS.

O estudo traz ainda o grau de conhecimento da população sobre as medidas para prevenir a picada do mosquito, sintomas e tratamento de dengue, zika vírus e chikungunya.

Em relação à dengue, 81,7% mostraram-se bem informados, enquanto mais de 90% sabem que evitar o acúmulo de água e colocar areia nos vasos de plantas são algumas das formas de prevenir. Mas em relação ao zika Vírus, quase metade (49,1%) desconhece a tríade (prevenção, sintoma e tratamento).
O estudo também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o uso correto do repelente. Em lugar de aplicação diária para proteção, as pessoas associam mais o uso do produto ao lazer e à recreação, principalmente em viagens. Assim, 78,8% dos pesquisados lembraram do repelente como prevenção da picada em locais que envolvem campo e 69,9% em praia, mas não no cotidiano da cidade, onde a incidência é elevada.

Na mesma avaliação, apenas 3% disseram que o zika vírus pode não ter sintoma aparente quando, na realidade, a doença é assintomática em grande parte dos casos. "Em 80% dos relatos de zika em mulheres não são ocorrem sintomas", diz César Fernandes, da Federação Brasileira das Associações em Ginegologia e Obstetrícia. Há muitos casos em que gestantes só souberam que contraíram zika quando isso afetou a gestação.

"A pesquisa 'Sempre bem protegido' demonstra que o conhecimento da população quanto às formas de prevenção das arboviroses atém-se a aspectos mais superficiais, não relacionando essas formas de prevenção a aspectos mais abrangentes que se refiram a carências no saneamento básico", explicou o infectologista Artut Timerman.

*O jornalista viajou a convite da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD/A)

Portal do Helvecio

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