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terça-feira, 22 de novembro de 2016

NAO DUVIDO: Ciro diz que Michel Temer não irá concluir mandato

Pré-candidato à presidência da República em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) acredita que o presidente Michel Temer (PMDB) não permanecerá no cargo até o final do mandato previsto para dezembro de 2018. “Não creio que esse Michel Temer tenha todas as condições de se manter, não. A probabilidade dele terminar [o mandato] é pequena”.
Ao resumir a afirmação o ex-ministro foi enfático: “esse golpe não foi feito em favor do Michel Temer, ao contrário do que a quadrilha do PMDB, salvo algumas honrosas exceções, pensam. O golpe não foi feito em favor deles. O golpe foi feito para atender três grupos de interesses poderosos”, disparou.
Ainda segundo Ciro, dois nomes já articulam assumir indiretamente o comando do País: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa. As declarações aconteceram, ontem, antes da audiência pública na Assembleia Legislativa sobre Banco Central do Brasil.

Em entrevista aos jornalistas, cercado por aliados, Ciro explicou porque o peemedebista não pode se manter no cargo. Questionado sobre o assunto, o ex-ministro respondeu rápido: “eles não estão conseguindo entregar e não conseguirão”, disse fazendo referência ao grupo de políticos que, segundo ele, “quer o fim da Lava Jato para persistir a impunidade e que se mantenha as punições, apenas, para ladrão de galinha”. Ainda segundo ele, novas delações premiadas avançaram para além do PT, que, conforme explicou Ciro, foi “puxado para pagar sozinho uma culpa que é ancestralmente de muita gente e, talvez, agora essas muitas mais gentes começam a entrar”. Ciro, porém, evitou citar nomes.

Além disso, Ciro disse que o peemedebista, embora esteja tentando, não conseguirá realizar um “desmonte do alinhamento internacional e usurpar o controle do orçamento público” e jogar os juros no “poço da dívida”, que, de acordo com Ciro, não será possível diante a situação econômica do País.

Desemprego
Ciro Gomes previu, em entrevista realizada em novembro de 2014, a crise política vivida no País, inclusive com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a queda do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Questionado por jornalistas sobre o desenrolar do atual momento político, Ciro afirmou que, hoje, não é “fácil” fazer uma análise, diferente daquela ocasião que tinha “condicionalidades” praticadas.
“Esse golpe não é mais ao moldes fáceis de se entender, porque ele, hoje, manipula mecanismos protocolares mediante uma avassaladora máquina de propaganda”, frisou ele, acrescentando que o país está na pior “depressão econômica” e caminhando para chegar aproximadamente a 15 milhões de brasileiros desempregados. “E diante deste drama social, irá explodir a violência urbana”.

Mais
Ciro Gomes negou ainda ter se reunido com Antônio Campos (PSB), irmão do ex-governador Eduardo Campos. A informação foi divulgada pela imprensa nacional. Ciro classificou o encontro como “factóide”.

OestadoCe

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