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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ARENA CORINTHIANS: Contratos indicam que Odebrecht dividiria sobras de verba da Arena

Documentos obtidos indicam que a Odebrecht e duas empresas que atuaram na construção da Arena Corinthians poderiam vir a dividir entre elas dinheiro que deveria ter sido usado na obra do estádio. Tal situação ocorreu com o consentimento do arquiteto contratado pelo Corinthians para atuar como fiscal das obras e representante do clube. O clube já se manifestou, dizendo que "os fatos são muito graves". 
Como foi revelado na semana passada, o arquiteto Jorge Borja, que trabalhava para o clube, também recebeu dinheiro da Odebrecht durante a construção do estádio. Financiado pelo BNDES e pela Caixa Econômica Federal, o estádio custou R$ 1,2 bilhão e enfrenta problemas de segurança. A Odebrecht nega irregularidades nos contratos e afirma que, na hipótese de sobras, o dinheiro era reinvestido na obra.
Uma cláusula nos contratos da Odebrecht com as empresas Temon (instalações hidráulicas e elétricas) e com a Heating & Cooling (ar-condicionado) determinava que, se os custos do serviço fossem menores do que o previsto, a economia de dinheiro seria dividida entre a empreiteira e as fornecedoras.
Os acertos constam de ordens de serviço a que a reportagem teve acesso e que contrariam o contrato principal entre Odebrecht e Corinthians para a construção da arena. Este acordo, assinado em 2011 pelo então presidente Andrés Sanchez, definiu que o dinheiro eventualmente economizado seria realocado para pagamentos de outras despesas da obra.
No caso da Temon (um contrato de R$ 31,5 milhões), as "melhorias" seriam assim divididas: 55% para a Odebrecht, 45% para a Temon. 
No caso da Heating & Cooling (dentro de um contrato de R$ 11,8 milhões), o dinheiro que sobrasse seria dividido em partes iguais (50% para cada) entre empreiteira e H&C.
A Odebrecht e Heating & Cooling negam irregularidades. A Temon não respondeu aos contatos da reportagem. Andrés diz que não sabia das cláusulas entre as empresas.
G1

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