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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

UM POR TODOS E TODOS POR UM: Entidades e deputados querem impedir fechamento de usina de biodiesel no Ceará

A notícia do encerramento das atividades da Usina de Biodiesel de Quixadá mobiliza entidades e parlamentares no sentido de evitar o fechamento da unidade, implantada em 2008 pela Petrobras no município de Quixadá, a 160 quilômetros de Fortaleza.

A empresa anunciou no último dia 7 a desmobilização da usina como parte do processo de saída da petrolífera da produção de biocombustíveis, indicada no Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. O assunto foi debatido na tarde de hoje (26) em audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza.

A grande preocupação levantada no debate foi com o impacto econômico, ambiental e social para agricultores rurais, pescadores e catadores de recicláveis. Isso porque esses trabalhadores fazem parte da cadeia produtiva do biodiesel como fornecedores de óleos para a produção da usina.

“Nós fomos pegos de surpresa com essa notícia. Muitos agricultores familiares foram convencidos de que apostariam em algo para melhorar sua renda, que vem sendo solavancada nos últimos anos pela seca. Eles deram conta do recado. De repente, recebemos essa notícia. Os agricultores ficarão a ver navios. Vão fazer o quê com as áreas plantadas de mamona?” questiona o secretário de política agrícola da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Ceará (Fetraece), José Francisco de Almeida Carneiro.

Localizada no distrito de Juatama, a Usina de Biodiesel de Quixadá foi implantada com a premissa do envolvimento da agricultura familiar na cadeia do biodiesel: a Petrobras oferecia sementes e assistência técnica e a produção de óleos era comprada pela usina. Segundo a Fetraece, há 2,1 mil contratos ativos com agricultores familiares. Além disso, a unidade também comprava óleo extraído das vísceras de peixes por pescadores e Óleos e Gorduras Residuais (OGR) recolhidos por catadores de recicláveis.

O comunicado de fechamento da usina informa que projeções indicavam pouca rentabilidade do negócio, sem solução a curto prazo. De acordo com a Petrobras, a usina compra de 1,3 mil agricultores familiares, mas o Ceará não produz “matéria-prima em quantidades expressivas para suprir as necessidades da unidade, o que levava a companhia a buscar suprimento de outras regiões”.

Portal do Helvecio

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