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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

BOLSO CHEIO E O COMERCIO VAI AQUECER: Valor pago do 13º no Ceará sobe 15% e vai a R$ 4,91 bi



Valor pago no Ceará aos que recebem o benefício equivale a aproximadamente 2,5% do total do Brasil (R$ 196,7 bilhões) e 15,53% da região Nordeste (R$ 32,6 bilhões)
Até o fim de 2016, a economia cearense deverá receber cerca de R$ 4,91 bilhões com o pagamento do 13º salário, valor que equivale a aproximadamente 2,5% do total do Brasil (R$ 196,7 bilhões) e 15,53% do Nordeste (R$ 32,6 bilhões). Esse montante representa em torno de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No Ceará, o número de pessoas que receberá o benefício é estimado em mais de três milhões. Comparado a 2015 (3.022.117), o total de beneficiados previsto para este ano (3.044.799) é 0,75% maior. Quanto ao valor estimado em 2015 (R$ 4.270.396.233,00), o incremento em 2016 (R$ 4.913.326.834,00) é de 15%.

O número de pessoas que receberá o 13º salário no Estado equivale a 3,62% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Nordeste, esse percentual é de 16,73%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 51,5%, enquanto pensionistas e aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) equivalem a 48,5%.

'Bom momento'

O superintendente do Dieese no Ceará, Reginaldo Aguiar, lembra que os dados apresentados constituem uma projeção do volume total do 13º salário que entra na economia ao longo de todo ano, e não necessariamente nos dois últimos meses de 2016. Por outro lado, o economista destaca que a maior parte do valor do benefício é pago somente no fim do ano.

"Acredito que o 13º vem em um bom momento, trazendo um alívio para a economia cearense, mesmo que a inflação ainda esteja em um patamar alto, devendo fechar o ano em torno de 7%. O crescimento dos números, frente a 2015, é positivo, embora o emprego formal no Ceará não venha crescendo tanto neste ano", observa.

No que se refere aos valores que cada segmento receberá, os empregados formalizados ficam com 64,1% (R$ 3,1 bilhões) do total destinado, enquanto que os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com 35,9% (R$ 1,7 bilhões).

Regiões

De acordo com o levantamento elaborado pelo Dieese, a parcela mais expressiva do 13º salário (50,9%) deve ficar nos estados da região Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas do País.

Outros 16,1% do montante a ser pago estão ligados à região Sul, enquanto ao Nordeste também serão destinados 16,1%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,9% e 4,8%. O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.230).
Maranhão e Piauí são os estados que têm o menor valor, com média próxima a R$ 1.450. Já para o Ceará, a média salarial é de R$ 1.517. Esse cálculo não inclui o pessoal aposentado pelo regime próprio dos estados e dos municípios.

Brasil

No Brasil, o número de pessoas que receberá o 13º salário em 2016 é cerca de 0,2% superior ao calculado para 2015. Os segmentos de beneficiários mais importantes numericamente são: empregados do setor formal, com redução de 1,3%, e aposentados e pensionistas do INSS, com aumento de 2,6%.

Comparando com 2015, quando o valor teria sido de R$ 182 bilhões, a quantia apurada neste ano indica crescimento da ordem de 8,2%, o que significaria aumento de 0,6% acima da inflação prevista para 2016.

Se observados apenas os trabalhadores do setor formal, estima-se queda real de 3,4% no montante pago. Dos cerca de 84 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13º salário, aproximadamente 33,6 milhões, ou 39,9% do total, são aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS).

Os empregados formais (49,5 milhões de pessoas) correspondem a 58,9% do total. Entre esses, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 2 milhões, equivalendo a 2,5% do conjunto de beneficiários do abono natalino.

Aposentados e pensionistas

Cerca de 982 mil pessoas (1,2%) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio), de acordo com o estudo feito pelo Dieese. Há ainda um conjunto de pessoas, constituído por aposentados e pensionistas tanto de estados quanto de municípios (Regime Próprio), que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado.
Do montante a ser pago a título de 13º, pouco mais de 31,5% dos R$ 197 bilhões, ou seja, perto de R$ 62 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. Considerando apenas os beneficiários do INSS, o quantitativo chega a 33,5 milhões de pessoas e um valor de R$ 41,3 bilhões.
Domésticos

Outros R$ 134,7 bilhões (68,5%) serão destinados aos empregados formalizados, incluindo os empregados domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 8,2 bilhões (4,2%); aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 10,1 bilhões (5,1%) e; R$ 2,5 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios.

Para fazer a estimativa de recebimento do 13º salário, o Dieese utiliza os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Também são levados em consideração os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional.

Opinião

Parte do recurso traz benefício ao comércio

Cid Alves - Presidente do Sindilojas
Podemos dizer que o 13º é um dos melhores benefícios para o trabalhador brasileiro. É um dinheiro novo que entra na economia todos os anos, influenciando os consumidores a fazer planos. Com o aumento da inadimplência em razão do desemprego, algumas pessoas vão aproveitar esse dinheiro para pagar dívidas. Mas muitos consumidores, como já é tradicional, vão fazer compras e aquecer o comércio varejista. Acredito que, a partir do dia 5 de novembro, vamos começar a sentir o aumento nas vendas no Ceará, que ainda não decolaram neste trimestre. Os lojistas e os consumidores estão mais otimistas, o que também contribui para que o setor volte a crescer nesta reta final de 2016. Mesmo que as pessoas não gastem tanto como em anos anteriores, elas não vão deixar de comprar. E várias pessoas que estão negativadas devem limpar seus nomes e voltar à praça..

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