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terça-feira, 16 de agosto de 2016

CEARA: Diminui número de municípios com alta infestação pelo Aedes aegypti


O novo recorde de 111 municípios que realizaram no final do mês de julho o segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) mostra que o Ceará melhorou os resultados em relação ao primeiro levantamento, feito por 82 municípios, em abril. O número de municípios com alta infestação diminuiu de 26 (33,77%) para 21 (18,92%), com média infestação passou de 33 (42,86%) para 34 (30,63%) e com índice de infestação predial (IPP) satisfatório aumentou de 23 (29,87%) para 56 (50,45%). O Relatório Técnico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado mostra ainda que 52,71% dos criadouros são depósitos de água localizados ao nível do solo (cisterna, tambor, tanque), seguidos pelos depósitos elevados, como a caixa d´água (19,20%).

O LIRAa é o método amostral, desenvolvido e adotado a partir de 2003 pelo Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, cujos resultados permitem aos gestores direcionarem com mais precisão as medidas de prevenção e combate do mosquito e o controle das doenças por ele transmitidas – dengue, chikungunya e zika. Com mais informações coletadas, é possível identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. Os municípios com mais de 2 mil imóveis em sua zona urbana podem realizar o LIRAa. No Ceará, 162 (88%) dos 184 municípios se enquadram nos critérios para realização do LIRAa.

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Durante o levantamento, todos os depósitos que contenham água no momento da visita domiciliar são examinados de forma cuidadosa, pois se constituem criadouros potenciais para os mosquitos do gênero Aedes. A faixa de risco dos municípios para a ocorrência de doenças é dada pelo Índice de Infestação Predial (IIP), relação entre o número de imóveis com infestação do mosquito e o total de imóveis pesquisados. O índice é satisfatório quando fica abaixo de 1%, mostra situação de alerta quando está no intervalo entre 1% e 3,9% e indica risco de surto quando é igual ou superior a 4%.

Prevenção

Em períodos de seca, como o atual, alternativas de suprimento doméstico de água pelas famílias devem ser acompanhadas dos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. O perfil dos principais focos do mosquito transmissor no Nordeste tem relação direta com irregularidade das chuvas na região, que leva as famílias a adotar medidas de prevenção à falta d'água para diminuir as dificuldades nos períodos de estiagem. A associação do vírus em circulação com a presença do Aedes aegypti e água limpa armazenada dentro de casa fornece as condições ideais para a proliferação do mosquito e a disseminação das doenças que ele transmite. Por essa razão as famílias devem se cercar de cuidados ao armazenar água e, assim, ajudar a combater o mosquito.

Portal do Helvecio

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