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terça-feira, 26 de julho de 2016

Paliativo que ameniza: Deputados comentam liberação de água do Orós para o Castanhão

Aprovada pelos comitês de bacias hidrográficas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, a liberação da água do açude Orós para o Castanhão surge como alternativa para abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), até a conclusão das obras de transposição do rio São Francisco.  A medida passou a vigorar em 20 de julho e, de acordo com  a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), a vazão será de 4,00 m³/s até o início de setembro, passando para 16,00 m³/s até janeiro de 2017.        
“A Cogerh tem total responsabilidade, credibilidade e competência para fazer análise se irá prejudicar ou não comunidades próximas do Orós”, diz o deputado Zé Ailton Brasil (PP). Conforme o parlamentar, ao longo do tempo, o Orós tem economizado água para alimentar e contribuir com o sistema de abastecimento de Fortaleza, não podendo ser dispensado em um momento de necessidade hídrica.
Para o deputado Carlos Matos (PSDB), a reserva do açude Orós surgiu como política pública para suprir o déficit hídrico da Capital. “Fomos pegos de surpresa, porque o Governo foi otimista demais e esperou a transposição do rio São Francisco para este ano. O volume do Orós é muito baixo e não resolve o problema, mas quem decide a viabilidade da medida são os comitês", afirma. Audic Mota (PMDB), por sua vez, entende que o Governo do Estado precisa usar todos os meios possíveis para não prejudicar nenhuma região.
Na avaliação do deputado Fernando Hugo (PP), a expectativa dos cearenses é a chegada das águas da transposição do rio São Francisco, previstas para o próximo ano.  “Responsavelmente, o Governo do Estado tem iniciado o controle de deslocamento da água do Orós para o Castanhão, que é indiscutivelmente celeiro hídrico mantenedor de toda a Região Metropolitana, tendo metade da população do Ceará. Então, é solução para sanar momentaneamente a crise, sem contudo levar o Jaguaribe e o entorno do Orós ao descalabro e à completa ausência hídrica”, comenta.
Segundo o vice-presidente do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Médio e Baixo Jaguaribe (CSBH), Rafram Guimarães, os comitês não têm força de decisão durante crises hídricas. “Cada um puxa para o seu território. Fortaleza acabou com a água do Castanhão. É uma decisão que vem de cima. Se a gente tivesse poder seriam dadas outras alternativas”, afirma.
Conforme informações da assessoria de comunicação da Cogerh, “o sistema Jaguaribe/RMF será atendido com uma vazão média de 15m³/s pelo açude Castanhão, atendendo o Eixão das Águas com 9,5m³/s, transferindo 6,50m³/s para a Região Metropolitana de Fortaleza e 5,5m³/s para o Vale Perenizado do rio Jaguaribe até a Passagem de Sucurujuba em Quixeré”.
Portal do Helvecio

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