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quarta-feira, 15 de junho de 2016

277 MIL EMPREGOS NO PAÍS: Eólica deve criar 15 mil vagas no CE até 2019



Atualmente, com 57 parques em operação e 1,5 gigawatts (GW) de potência instalada, o Estado oferece cerca de 23 mil postos de trabalho (diretos e indiretos). Em todo o País, o setor gera hoje 145 mil empregos 
Fonte de energia elétrica que mais cresceu no País em 2015, o setor de geração eólica deverá criar mais de 15 mil empregos no Ceará até 2019, considerando contratos já assumidos. Hoje, com 57 parques em operação e 1,5 gigawatts (GW) de potência instalada, o Estado oferece cerca de 23 mil postos de trabalho (diretos e indiretos). E, de acordo com dados de junho de 2016 da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a perspectiva é que até 2019 o Estado 


chegue a 2,5 GW de potência em 102 parques (em operação e em construção). A entidade estima que cada MW seja responsável por 15 postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.

Em todo o País, o setor gera hoje 145 mil empregos, dos quais 41 mil foram criados apenas no ano passado. E até 2019, a expectativa é de que a cadeia produtiva do setor eólico passe a gerar 277 mil empregos, com capacidade de 18,4 GW.
Após o forte crescimento observado em 2015, o presidente do Conselho de Administração da Abeeólica, Lauro Fiuza, diz que uma das preocupações da entidade é manter os leilões ativos para que a indústria continue a contratar. "A nossa maior preocupação hoje é manter esses empregos, que inclui os fabricantes, desenvolvedores que preparam os projetos e toda a cadeia de serviços, que inclui transporte, montagem, operação", ele diz. "Toda essa cadeia precisa ser alimentada anualmente".

Fiuza diz que para desenvolver um gerador, por exemplo, a multinacional GE depende de outros mil fabricantes. "Esses empregos estão distribuídos principalmente no Nordeste. E para uma região carente como a nossa isso significa muito".
Investimentos
Em 2015, a energia eólica foi responsável por 39,3% da expansão da matriz elétrica brasileira, ficando à frente da energia hidrelétrica (35,1%), principal matriz do País, e da energia termelétrica (25,6%).
O aumento de 46% da capacidade instalada de energia eólica no ano passado, representou o acréscimo, recorde, de 2,75 GW de novas instalações, fazendo com que o setor fechasse o ano com 130 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Segundo a Abeeólica, a estimativa de empregos gerados se dá considerando todas as fases do projeto do parque, desde o desenho do empreendimento até a sua instalação, incluindo a fabricação das peças e componentes.
Em 2015, o setor eólico no País passou a ter 8,27 GW de capacidade instalada, o que representa um investimento total acumulado de R$ 52 bilhões. Apenas no ano passado, foram investidos cerca de US$ 5 bilhões, fazendo com que 11 milhões de residências passassem a receber energia proveniente de fonte eólica por mês.
Hoje, a capacidade eólica brasileira é de 9,73 GW, distribuída em 388 parques. Ao todo, são 5.141 turbinas instaladas no País. No Nordeste, a capacidade instalada é de 7,90 GW, distribuída em 306 parques e 4.204 turbinas, o que corresponde a 82% do total de aerogeradores. Dos 2,75 GW de energia eólica instalados em 2015, 2,31 GW foram no Nordeste, sendo os estados do Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí os de mais destaque.
Mapa eólico
No próximo dia 24, o governador Camilo Santana apresentará o novo Mapa Eólico do Estado. Para representantes do setor, o estudo deve alavancar os investimentos no Ceará, uma vez que indicará a viabilidade de geração de energia em regiões do Estado além do litoral. O documento indica os locais com as melhores condições de ventos.

DN

Portal do Helvecio

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