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quinta-feira, 28 de abril de 2016

FORTALEZA: Comprometimento da renda com dívida recua


O endividamento do consumidor de Fortaleza subiu 4,2 pontos percentuais em abril, atingindo 73% da população e voltando a bater o recorde da série histórica da "Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza", realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE). Apesar do resultado, o fortalezense está se mostrando mais prudente quanto ao comprometimento da renda com dívidas.
De acordo com a pesquisa, os consumidores relataram neste mês que 31,9% da renda familiar estão comprometidos com o pagamento de dívidas; resultado 5,4 pontos percentuais abaixo do observado no mês anterior. Para a diretora institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante, a queda representa uma possível melhora no endividamento dos próximos meses. "No momento em que você libera o comprometimento de renda, libera a condição de voltar a consumir", explica.
Crédito e alimentação
O cartão segue mais uma vez como o principal instrumento de crédito utilizado na aquisição de dívidas, sendo a resposta de 79,6% dos entrevistados. O financiamento bancário (veículos, imóveis etc.) foi citado por 11,0%; carnês e crediários contabilizaram 8,9% das respostas e os empréstimos pessoais, 7,3%.
O consumidor utilizou o crédito para a compra de itens de alimentação (54,6% das respostas) artigos de vestuário (38,6%); eletroeletrônicos (32,6%) e realização de despesas de educação e saúde (24,9%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.124 e prazo médio de duração delas é de sete meses.
Cláudia alerta sobre a relevância dos itens de alimentação liderarem na compra no crédito. "O consumidor segue comprando alimentação no crédito e isso é preocupante, porque é uma bola de neve. Enquanto ele continuar fazendo isso, não vai conseguir se livrar das dívidas".
Inadimplentes
A taxa de inadimplência potencial - proporção de consumidores que não terão condições financeiras de honrar seus compromissos - também apresentou melhora, recuando 1,3 ponto percentual (de 9,3% em março para 8% em abril). "O fortalezense está começando a se adaptar a realidade. A pesquisa nos mostrou o aumento dos endividados, porém a taxa de inadimplência apresentou uma redução. O consumidor está se adequando ao cenário", disse.
Ela ressalta que essa queda no percentual da renda destinado ao pagamento de dívidas representa também uma esperança de novo fôlego para o comércio. "Esse indicativo fortalece o que estamos prevendo, que é um aquecimento das vendas para o Dia das Mães", diz Cláudia.
A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso avançou 1,7 ponto percentual neste mês, indo para 22,7% neste mês, ante 21% em março. Segundo a pesquisa, os problemas financeiros afetam mais as mulheres (24,6% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade superior a 35 anos (25,2%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (23,6%). A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, citado por 64,1% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento devido ao uso dos recursos em outras finalidades, com 33,2%, seguido da contestação da dívida (7,2%). O tempo médio de atraso é de 61 dias.
Orçamento familiar
Ainda segundo a Pesquisa de Endividamento, 81,9% dos consumidores da capital cearense afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos gastos e rendimentos.
Já 12,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 5,9% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos deles.

Portal do Helvecio

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