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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Barrar impeachment: No encontro com governadores e deputados Lula pediu empenho de todos

O ex-presidente Lula só falou no Ceará sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não deu espaço, em nenhum momento, para falar sobre eleição municipal. Após o evento público no Centro de Fortaleza, Lula teve dois encontros reservados: um com os governadores do Ceará, Piauí e Paraíba, e outro com deputados federais cearenses de diversos partidos, antes do almoço oferecido pelo governador Camilo Santana.

Não há notícia que ele tenha se encontrado com o ex-governador Cid Gomes, um dos principais adversários do impeachment no Ceará. Como havia sido registrado pelo Diário do Nordeste, Cid, Ciro e seus principais liderados, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, José Albuquerque e o prefeito de Fortaleza, não participaram do evento público de que Lula participou, embora tenham ajudado na preparação da concentração.Lula conversou com os deputados federais cearenses e com os governadores do Ceará, Paraíba e Piauí sobre estratégias contra o impeachment da presidente. Aos governadores ele reforçou o pedido para unificarem suas bancadas na Câmara Federal para votarem contra o impedimento de Dilma. Aos parlamentares ele reforçou o pedido de apoio para garantir maioria de votos contra o prosseguimento do processo de impeachment.

Ele também, segundo interlocutores, demonstrou preocupação com a situação econômica do País, mas se manifestou favorável a uma mudança na economia do Brasil. O líder do Governo na Câmara, José Nobre Guimarães (PT), ressaltou que a estratégia é obter o maior número de votos possíveis contra o impeachment.

Barrar
"É fundamental termos ampla maioria, e temos força para termos essa maioria. O ex-presidente Lula está reunindo o maior número de pessoas contra o golpe", disse o petista. Durante o almoço, Lula voltou a dizer, bem como havia feito horas antes em palanque montado na Praça do Ferreira, que poderia assumir a função de ministro da Casa Civil a partir da próxima quinta-feira, dependendo da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Em estando no ministério da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente teria fôlego para angariar mais votos contrários ao pedido de impeachment. Segundo informações de políticos convidados para o almoço realizado no Hotel Vila Galé, em Caucaia, não houve qualquer discussão sobre a disputa eleitoral de 2016, o que de acordo com eles, deve ficar para um segundo momento, no pós decisão sobre o rito de impeachment.

Conforme informou o deputado federal Chico Lopes (PC do B), a conversa geral foi no sentido de tentar barrar o que ele denominou de "golpe", e continuar tal movimentação junto aos deputados federais e, principalmente, tentando colocar tal impressão para a população. "Ele passou que temos que explicar para a população a razão do golpe. Ele vai agir, tomar posição, para fazer com que se aumento o número de adeptos contra o golpe", disse.

A ideia colocada durante o almoço é tentar convencer os deputados indecisos, mostrando a eles que tirando Dilma não há garantias de melhorias dos problemas do País.

Diálogo

Participaram do almoço os governadores Camilo Santana, do Ceará; Ricardo Coutinho, da Paraíba; e Wellington Dias, do Piauí. Entre os deputados federais estavam Odorico Monteiro (PROS), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PC do B), Domingos Neto (PSD), Gorete Pereira (PR), José Airton Cirilo (PT), José Nobre Guimarães (PT) e Luizianne Lins (PT), além dos deputados licenciados e Adail Carneiro (PP).

O senador José Pimentel (PT) e os deputados estaduais Elmano de Freitas (PT) e Rachel Marques (PT), além do presidente nacional e estadual do PT: Rui Falcão e Francisco De Assis. Lula deixou Fortaleza no meio da tarde, segundo os entrevistados, otimista com os resultados que estão sendo obtidos entre os políticos e a população com os encontros públicos que estão acontecendo em vários pontos do País.

DN

Portal do Helvecio

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