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segunda-feira, 14 de março de 2016

Seminário prepara para enfrentamento das doenças crônicas


Técnicos da vigilância epidemiológica das regiões de saúde de Limoeiro do Norte, Russas e Aracati e profissionais da atenção primária dos 20 municípios que formam a macrorregião do Litoral Leste/Jaguaribe participam nesta terça-feira, 15 de março, do Seminário das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis (DANT), que vai apresentar o perfil epidemiológico e discutir o Plano de Ações Estratégicas para o enfrentamento dessas doenças e agravos. O seminário organizado para receber 60 participantes será realizado no auditório do Centro Operacional de Endemias da 9ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRES), no km 162 da BR 116, Alto São João, em Russas, das 8 às 17 horas.

O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis  (DCNT)  no Brasil,  2011-2022,  do Ministério da Saúde, é a base do plano estadual e objetiva  preparar o país para enfrentar e deter as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entre as quais o Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, hipertensão arterial, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. No país, essas doenças constituem sério problema de saúde e correspondem a cerca de 70% das causas de mortes, atingindo fortemente camadas pobres da população e grupos mais vulneráveis, como a população de baixa escolaridade e renda.

Com o envelhecimento da população e o aumento progressivo da esperança de vida no Brasil, os agravos e doenças crônicas não transmissíveis passaram a predominar nas estatísticas de óbitos, especialmente se comparadas com a mortalidade por doenças infecciosas, que tiveram um declínio expressivo. O perfil de saúde no Ceará se assemelha ao restante do País, quanto ao decréscimo significativo das doenças infecciosas, principalmente das imunopreveníveis, e ao aumento das doenças crônicas e degenerativas. Os principais fatores de risco envolvidos, na maior parte dos óbitos causados por essas doenças são: tabagismo, consumo de álcool, obesidade, inatividade física, alimentação inadequada; sendo todos esses fatores considerados modificáveis.

No Ceará, 41% da população adulta, o equivalente a 2,5 milhões de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), segundo a Pesquisa Nacional de Saúde. A doença crônica mais comum é a hipertensão, que acomete 18,7% da população. Ainda segundo a pesquisa, 23% dos hipertensos no Ceará nunca receberam nenhum tipo de atendimento médico. O percentual de diabéticos é 4,9%. Muitas das mortes podem ser evitadas com políticas públicas específicas de combate aos principais fatores de desenvolvimento dessas enfermidades. O plano de enfrentamento das DCNT estabelece as seguintes metas:

- Reduzir a taxa de mortalidade prematura (<70 anos) por DCNT em 2% ao ano;

- Reduzir a prevalência de obesidade em crianças

- Reduzir a prevalência de obesidade em adolescentes

- Deter o crescimento da obesidade em adultos

- Reduzir as prevalências de consumo nocivo de álcool

- Aumentar a prevalência de atividade física no lazer

- Aumentar o consumo de frutas e hortaliças

- Reduzir o consumo médio de sal

- Reduzir a prevalência de tabagismo

- Aumentar a cobertura de mamografia em mulheres entre 50 e 69 anos

- Aumentar a cobertura de exame preventivo de câncer de colo uterino em mulheres de 25 a 64 anos

- Tratar 100% das mulheres com diagnóstico de lesões precursoras de câncer.

Agencia Brasil
Portal do Helvecio

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