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sábado, 5 de março de 2016

MEDULA ÓSSEA CEARÁ É EXEMPLO: Estado alcança a marca de 276 transplantes





O trabalho de localização dos doadores ainda é um desafio, no que pese as campanhas realizadas por órgãos como o Hemoce 
O Ceará alcançou a marca de 276 transplantes de medula óssea realizados entre 2008, ano em que foi feito o primeiro procedimento, e ontem. De acordo com dados do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado (Hemoce), já foram realizados 11 transplantes em 2016, sendo cinco do tipo autólogo - quando a medula transplantada é do próprio paciente - e seis alogênicos - quando o tecido provém de outro doador. O 12º procedimento está marcado para acontecer na próxima semana.

Os dados revelam um crescimento constante no número de transplantes dessa espécie ao longo dos anos. No ano passado, foram 80 realizados, enquanto que, nos anos de 2014 e 2013, o Estado do Ceará realizou 62 e 56 procedimentos, respectivamente. Os transplantes são feitos pelo Hemoce, em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).

O Hemoce superou, ainda, a meta de cadastro de doadores de medula óssea em 2015. Foram mais de 20 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), para registrar a informação de possíveis doadores. A cota estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 15 mil voluntários por ano. Atualmente, o Ceará tem aproximadamente 190 mil doadores cadastrados no banco de dados do Hemoce e a taxa de sobrevida dos pacientes transplantados ultrapassa os 95%.

Desafios
Apesar do saldo positivo, a ampliação do número de leitos para a realização dos procedimentos e o trabalho de localização dos doadores ainda são um desafio, segundo informou o chefe de Hematologia e do Transplante de Medula do HUWC e coordenador do Banco de Medula Óssea do Hemoce, Fernando Barroso. A chance de encontrar um doador compatível é uma em 100 mil. "A busca desse doador é muito importante, pois, em 70% dos casos, a pessoa não encontra um doador na família", aponta.

Segundo o hematologista, estes estão entre os pontos de discussão do XX Congresso Brasileiro de Transplante de Medula Óssea, que acontece de 24 a 27 de agosto deste ano, no Hotel Gran Marquise. O encontro, realizado pela Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), reunirá cerca de 700 participantes entre onco-hematologistas, residentes e estudantes de todo o País, contando com a participação da Sociedade Internacional de Terapia Celular (siga em inglês ISCT).
Fernando Barroso ressalta, ainda, que outro ponto de discussão, e que será abordado no Congresso, se refere à qualidade de vida atual de ex-pacientes, procurando saber como vivem, hoje, e a inserção no mercado de trabalho, por exemplo. "É um evento único e com uma possibilidade muito abrangente. Como o Ceará tem um centro de referencia nacional e internacional em medula hoje, a gente acredita que é um momento muito importante e vai trazer uma grande discussão para a comunidade médica e para outras áreas", diz.

Fique por dentro
Cadastro para doação inclui exame de sangue
Para ser um doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar bem de saúde, não ter tido câncer e apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. O cadastro será concluído com a assinatura de um Termo de Consentimento e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml). Esta amostra será enviada para um laboratório especializado onde serão feitos os exames necessários.
Os resultados são enviados para o Redome, e se constatada a compatibilidade entre doador e receptor, o Hemoce e o Redome entram em contato com o voluntário para que sejam feitos os próximos exames e a doação de medula óssea possa acontecer, de fato.
Mais Informações:
As inscrições para o Congresso
Já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site www.sbtmo2016.com.br

DN
Portal do Helvecio

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