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sábado, 6 de fevereiro de 2016

CUIDADOS: Atenção Estado do Ceará recebe alerta para doenças diarreicas agudas




Apesar de não ter números de casos notificados, as unidades de saúde do Ceará já constatam aumento nas emergências em decorrência das doenças diarreicas agudas (DDA). Por isso, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) divulgou nota técnica alertando as Coordenadorias Regionais, municípios, hospitais, clínicas, postos e laboratórios sobre a necessidade de registros de casos e surtos das DDAs. No documento, o órgão determina que todas as pessoas com sintomas, principalmente crianças e idosos, tenham prioridade no atendimento.
Uma das preocupações é orientar a população para que logo nos primeiros sintomas - vômitos, diarreias e estado febril - procurar imediatamente a unidade básica ou de pronto atendimento (UPA) e não se dirigir aos hospitais de alta complexidade como o Albert Sabin (Hias). "A gente já sentiu um aumento na emergência, no entanto, a recomendação é que esses pacientes entrem no sistema pela atenção básica e, se precisar de mais exames e consulta com especialista, devem ser encaminhados para o Sabin", orienta a coordenadora do ambulatório do hospital, Sônia Guerreiro.
Causas
As doenças diarreicas são causadas por diferentes agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitas), cuja manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Pode ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal. No geral, é autolimitada, com duração entre dois a 14 dias. De acordo com o infectologista da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Antônio Lima, as formas variam de leves até graves, com desidratação e distúrbios eletrolíticos, principalmente quando associadas à desnutrição. O modo de transmissão ocorre por via fecal-oral. Pode ser por contato pessoa a pessoa, por meio de água e alimentos ou por objetos contaminados.
Prevenção
Antônio Lima explica que algumas formas simples de prevenção fazem a diferença: como lavar sempre as mãos antes e depois de: utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular/preparar os alimentos, amamentar e tocar em animais. "Também recomenda que se lave e desinfete as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos, assim como os alimentos e as áreas da cozinha devem ser protegidas contra insetos", ressalta.
Ele também recomenda a necessidade de só se beber água tratada ou fervida e guardar o líquido em vasilhas limpas para evitar a recontaminação. "O hipoclorito é distribuído no Sistema Único de Saúde, por meio da Atenção Básica", informa o infectologista da SMS.

Além desses cuidados, deve-se evitar utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados, ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada. "E uma dica importante para quem está amamentando é não interromper o período mínimo de aleitamento materno que é de seis meses, pois as crianças tem uma maior resistência a essas doenças", afirma.
Outra dica importante para evitar esse tipo de doenças é ingerir saladas e sobremesas frias e os pratos quentes devem estar bem cozidos ou bem passados na hora do consumo.

Helvecio Martins
DN

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