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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tudo começou com o assassinato de um PM: Investigação das mortes em chacina na Messejana é exposta pela primeira vez



Pela primeira vez desde que teve início o processo de investigação das mortes ocorridas na Grande Messejana em 11 de novembro, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) comentará o andamento dos trabalhos, na véspera de completar um mês dos assassinatos
A titular da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), delegada Adriana Câmara, e os integrantes da comissão que investiga os casos, farão pronunciamento em entrevista coletiva marcada para as 10h desta quinta-feira (10).
Diante da iminente suspeita de participação de agentes públicos de segurança nas mortes, há a expectativa que sejam reveladas as lotações dos policiais já identificados pelos investigadores. Conforme o governo, será apresentado um balanço da investigação "dentro do que pode ser revelado", uma vez que os trabalhos seguem em sigilo.
Mortes em sequência
O episódio conhecido como 'Chacina da Messejana' ocorreu na noite de 11 de novembro e madrugada de 12 de novembro deste ano, com um saldo de 12 pessoas mortas e sete feridas. O primeiro homicídio foi o do soldado PM Valtemberg Charles Serpa, morto em tentativa de assalto, no bairro Lagoa Redonda, ao tentar defender a mulher. 
Em seguida, outras 11 pessoas foram assassinadas nos bairros Curió e São Miguel. Conforme relatos de testemunhas, as vítimas eram tiradas de dentro das residências e executadas em via pública, nos becos que compõem as comunidades atacadas.
As linhas de investigação apuram se as 11 mortes teriam sido em retaliação ao assassinato do policial, se seriam pela morte do traficante Lindemberg Vieira Dias, assassinado também no dia 11, ou ainda, se a motivação fora a prisão de Carlos Alexandre Alberto da Silva, 38, o 'Castor', que teria ordenado a morte dos delatores.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou os antecedentes criminais das 11 vítimas. Endossando o que disseram populares, apenas duas tinham passagem pela Polícia por delitos de "potencial leve", segundo o titular da Pasta, secretário Delci Teixeira.  
O governador Camilo Santana, quando da apresentação dos dados relativos aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) do mês de novembro, no último dia 3, afirmou que determinou rigor na apuração. "É inaceitável o que aconteceu. É preciso dar uma resposta à população. Lamentavelmente, essa chacina abalou a todos nós e nos deixa em um momento de muita reflexão, avaliação de estratégia e, claro, de resposta à sociedade".

Diario do Nordeste

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