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domingo, 13 de dezembro de 2015

Assembleia cria comitê para prevenir homicídios entre jovens no Ceará


A Assembleia Legislativa do Ceará instalou
, o Comitê Cearense pela Prevenção e Redução de Homicídios (CCPRH) na Adolescência. A iniciativa tem por objetivo propor políticas públicas para prevenir e reduzir os homicídios de jovens no Ceará. Na ocasião, um protocolo de intenções para a execução das ações do Comitê foi assinado pelo presidente da Casa, deputado Zezinho Albuquerque (Pros), pela vice-governadora Izolda Cela e pelo representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl.
Zezinho Albuquerque afirmou que a iniciativa é mais uma demonstração de que Assembleia está atenta aos problemas da sociedade. O parlamentar citou, entre outras iniciativas do Legislativo, o Ceará sem Drogas, que procura sensibilizar o jovem para o problema da dependência química.
O presidente lembrou que o Governo do Estado inaugurou, nos últimos cinco anos, mais de 120 escolas profissionalizantes e, mesmo com o aumento da educação profissional, os índices de criminalidade continuam crescendo. “Precisamos de um estudo para saber quais são as causas de tanta violência entre jovens. Vamos realizar esse trabalho e entregar nossa colaboração para a sociedade cearense e para o Governo do Estado”, acrescentou.
O Comitê trabalhará na perspectiva de compreender as razões para o fenômeno da violência que afeta especialmente a faixa etária de 10 a 19 anos, a partir da análise das trajetórias de vida desses jovens – tanto dos que morreram como dos que cometeram homicídios – e propor ações concretas de enfrentamento. Serão realizadas pesquisas de campo e audiências públicas, com a elaboração de um relatório com propostas de intervenção, a ser entregue ao Governo do Estado.
Presidido pelo deputado Ivo Gomes (Pros), o colegiado terá como relator o deputado Renato Roseno (Psol) e será integrado ainda pelos deputados Augusta Brito (PCdoB), Bethrose (PRP), Zé Ailton Brasil (PP), além de Rui Aguiar, representante do Unicef no Ceará, e representantes do Governo Estadual e da sociedade.
Ivo Gomes destacou a necessidade de envolver os municípios nesse trabalho, uma vez que os estados e a União já têm competências muito definidas em relação à segurança pública. Para o parlamentar, as razões que levam os jovens a ingressar na marginalidade  “só podem ser identificadas por instância de governo que tenha capilaridade, presença na cidade inteira, como é o caso do município”.
O Comitê realizará seu trabalho em seis meses. “Em janeiro, vamos preparar a logística, de certa forma complexa, de recrutamento de pessoal, de pesquisadores, cientistas, que vão analisar os dados. Vamos traçar nosso plano de trabalho em cada uma das semanas, de janeiro até o final de julho”, explicou Ivo Gomes.
A vice-governadora Izolda Cela destacou que a importância do Comitê “é lançar luzes sobre um dos problemas mais graves dentro desse contexto complexo e desafiador que é a violência e os agravos que envolvem a juventude”. Izolda apontou o elevado índice de envolvimento entre os que morrem e os que cometem atos contra a vida. “Isso não é normal. E o Comitê pretende fazer um trabalho, uma pesquisa, lançar um olhar mais focado sobre a problemática, que nos ajude no sentido do direcionamento das políticas de Estado e ajude a sociedade a compreender isso”, disse.
O representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl, ressaltou a importância de o Comitê  focar no número de homicídios entre adolescentes. Ele informou que 28 adolescentes morrem por dia no Brasil, e o Ceará é o terceiro em número de jovens assassinados. “O Comitê vai analisar qual a trajetória desses jovens, de onde vêm, quais são vítimas, quais são autores, qual o papel do Estado”, exemplificou.
Prestigiou o evento o secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino, além dos deputados Augusta Brito (PCdoB), Bethrose (PRP) e Zé Ailton Brasil.

Helvecio Martins

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